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Funcionária é demitida após chefe usar tecnologia de digitação para ver quanto ela estava trabalhando em casa

Uma das maiores seguradoras da Austrália, a Insurance Australia Group (IAG), recebeu uma reclamação de demissão injusta feita contra ela – que foi rejeitada – depois que foi julgado que havia um ‘motivo válido de má conduta’ para dispensar um funcionário.

O tribunal de relações trabalhistas do país foi investigar o que aconteceu e descobriu tudo.

A consultora da empresa, Suzie Cheikho, deveria criar documentos de segurança, cumprir cronogramas e ficar de olho na ‘conformidade do trabalho em casa’. Entretanto, ela perdia prazos e reuniões, era difícil de contatar e custou ao empregador uma multa por não concluir uma tarefa.

Ela tropeçou nela mesma depois de receber um aviso no ano passado sobre sua produção no trabalho e, como parte das tentativas de melhorar seu desempenho, seu empregador decidiu usar uma tecnologia de digitação para conseguir monitorar o quanto ela estava cumprindo suas próprias metas enquanto trabalhava em casa.

Quem já trabalhou, ou trabalha em casa vai saber o quanto existe a vontade de se afastar um pouco da mesa e fazer outra coisa, já que está em casa. Mesmo que seja aspirar um pouco ou lavar a louça suja do café da manhã, é bastante comum ficar alguns minutos longe do teclado enquanto o trabalho está em casa.

No entanto, a atividade de trabalho de Suzie Cheikho em 49 dias entre outubro e dezembro de 2022 foi monitorada e os resultados foram bastante frustrante para a empresa. O monitoramento constatou que ela começou tarde em 47 dias e terminou cedo em 29 dos dias em que estava sendo vigiada pela tecnologia de digitação.

Em quatro dias, descobriu-se que ela não havia feito nenhuma hora de trabalho e, nos dias em que trabalhava, foi acusada de não trabalhar muito. Foi verificado que, em média, ela pressionava o teclado 54 vezes por hora durante os períodos em que estava sendo monitorada.

Quando confrontada com esta informação, Cheikho ficou confusa e chocada, dizendo que ‘não acreditava por um minuto’ que os dados gerados pela tecnologia de pressionamento de tecla fossem precisos, dizendo a seus gerentes que ela ‘nunca deixou de trabalhar’.

Ainda disse que problemas pessoais causaram um declínio em sua saúde mental, o que ela acredita ter afetado seu trabalho. E que informava seus superiores sempre que precisava tirar um tempo da jornada de trabalho para marcar uma consulta médica e que sempre compensava o tempo depois.

Na decisão que rejeitou as alegações de Cheikho, o vice-presidente da empresa, Thomas Roberts, disse que era uma situação ‘lamentável’ e observou seu ‘longo período de serviço satisfatório’ antes de ser demitida, mas sentiu que ‘não era duro, injusto ou irracional’ para ela ser demitida.

Imagem de Capa: Suzie Cheikho/Canva

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