A história de Adão e Eva tem sido contada por milênios como a origem da humanidade. Durante muito tempo, essa narrativa foi vista apenas como um mito religioso.
No entanto, estudos recentes na área da genética e da arqueologia apontam para a possibilidade de que a ideia de um casal ancestral comum possa ter fundamento científico.
Porém, até que ponto a ciência pode confirmar essa hipótese?
Graças ao avanço da tecnologia, a genética moderna consegue traçar a ancestralidade humana através do DNA mitocondrial, herdado exclusivamente das mães, e do cromossomo Y, passado de pai para filho.
Portanto, através de estudos, foi identificado a existência da chamada “Eva Mitocondrial”, uma mulher que viveu na África há cerca de 200.000 anos e que compartilha uma linha de descendência com todos os humanos vivos hoje.
Da mesma forma, a pesquisa sobre o cromossomo Y identificou um “Adão do Cromossomo Y”, que teria vivido entre 180.000 e 200.000 anos atrás.
Contudo, mesmo que esses dois ancestrais não sejam os primeiros seres humanos na Terra, seus genes são os únicos que persistiram até os dias atuais. Dessa forma, podendo explicar a narrativa de um casal fundador.
A descrição bíblica do Jardim do Éden menciona rios como o Tigre e o Eufrates, o que levou estudiosos a situar sua localização na antiga Mesopotâmia, região onde surgiram as primeiras civilizações conhecidas.
Por outro lado, evidências genéticas apontam para a África como o verdadeiro berço da humanidade.
Essa divergência entre as fontes religiosas e científicas não significa necessariamente uma contradição.
Dessa forma, os pesquisadores sugerem que a narrativa de Adão e Eva pode ser uma memória coletiva dos primeiros humanos. Assim, mostrando sobre sua transição para a agricultura e a civilização.
A ciência demonstrou que os humanos modernos evoluíram a partir de populações ancestrais, e não de um único casal. No entanto, a ideia de que um grupo reduzido de indivíduos tenha sido responsável pela população global não é impossível.
Estudos sugerem que a população humana pode ter passado por momentos em que a diversidade genética foi drasticamente reduzida, talvez por catástrofes ambientais ou mudanças climáticas.
Um desses eventos ocorreu há cerca de 70.000 anos, quando a população humana pode ter sido reduzida a poucos milhares de indivíduos.
Para muitos estudiosos, a história de Adão e Eva não precisa ser interpretada de forma literal. Em vez disso, pode representar uma maneira simbólica de explicar a origem da humanidade e sua separação da natureza para construir sociedades complexas.
De acordo com o Dr. Joshua Swamidass, é cientificamente viável que todos os humanos modernos possam descender de um casal comum, ainda que tenham existido em meio a uma população maior.
Desse modo, pode significar que a narrativa de Adão e Eva tem base histórica, mas dentro de um contexto cientificamente plausível.
Imagem de Capa: Canva
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