Foi no meio de um dia de cão que o nosso encontro foi capaz de parar o carrossel que me atropelava enquanto girava frenética e alucinadamente ao som de uma música que eu ainda não consegui decifrar.
Já parei pra pensar tantas vezes, mas não consigo encontrar a razão pela qual – só de saber que você existe – eu já me sinto melhor. Você me fala oi com aquele seu jeitão que parece mudar, sem se transformar. Eu te abraço mais apertado do que você talvez gostaria e você me pergunta “qualé que é”. A gente bate papo sobre qualquer coisa que o valha enquanto eu tento descobrir em quem você diariamente se transforma e te mostrar também um pouco do muito que se transforma em mim.
Mas eu admito que eu me perco. Me perco na sua risada. Eu confesso que eu acho graça: no seu cabelo, no seu sorriso, em saber que você tem cócegas nos joelhos e no toque da sua mão ao encontrar a minha.
Eu sempre achei graça no seu olhar, mas acho que – na verdade – eu vejo mesmo é a graça de viver quando estou ao seu lado.
Não importa: pode ser um almoço, um cinema, uma partida de pebolim ou uma lutinha na sua sala de estar; qualquer programa ganha vida quando você está. Engraçado é pensar que você nem sabe que tem o superpoder de parar o carrossel da minha vida só de gargalhar pra mim. Sempre teve. Assim, como quem não quer nada.
Eu gostaria de te mostrar mais e melhor como cada molécula do meu corpo te ama e quer cuidar de você. Pasme: me faltam até palavras!
Juro que não encontro um jeito de te mostrar como só de olhar no seu olhar, eu já ganhei meu dia.
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