Nos últimos dias, uma série de relatos envolvendo detenções, revistas invasivas e deportações nos aeroportos dos Estados Unidos gerou uma onda de preocupação entre turistas australianos.
Recentemente, o caso envolvendo duas jovens alemãs detidas no Havaí viralizou nas redes sociais. Dessa maneira, acendeu um alerta vermelho para quem planeja visitar o país. A repercussão foi imediata na Austrália, onde muitos passaram a repensar suas viagens para os EUA, temendo se tornarem vítimas de situações semelhantes.
Em Honolulu, no Havaí, Charlotte Pohl (19 anos) e Maria Lepère (18 anos) desembarcaram para uma viagem de cinco semanas. No entanto, por não apresentarem comprovantes de hospedagem durante todo o período, foram detidas pelas autoridades.
De acordo com os relatos, as jovens passaram por revistas corporais e uma noite em uma cela antes de serem deportadas de volta para a Alemanha. O episódio, descrito por elas como “um pesadelo”, rapidamente ganhou atenção internacional.
Na Austrália, o impacto foi imediato. A enfermeira Remi Meli, de Melbourne, viralizou ao publicar no TikTok um vídeo expressando seus receios em visitar Nova York no final do ano.
Com a legenda “manifestando magia natalina em Nova York, não uma sala de interrogatório”, Remi deu voz a um sentimento que muitos internautas compartilharam: medo e insegurança sobre como serão recebidos nos aeroportos americanos.
@remi.meli Manifesting NYC Christmas magic… not an interrogation room #AussieInNYC #NYCDreams #HolidaySeasonOrHoldingCell #TravelAnxiety #VisaDrama ♬ original sound – remi meli
Vídeos como o de Remi Meli deram origem a uma avalanche de comentários. Enquanto uns relataram experiências tranquilas em suas últimas visitas aos Estados Unidos, outros compartilharam casos de abuso, constrangimento e arbitrariedade nas abordagens dos agentes de fronteira.
O ponto em comum: a sensação de que as regras são muitas vezes confusas, imprevisíveis e até injustas, especialmente com turistas jovens ou de perfis considerados “não convencionais”.
Além do medo de passar por situações constrangedoras, os australianos também estão sendo impactados por outros fatores.
A desvalorização do dólar australiano, que caiu para menos de 60 centavos de dólar americano, tornou as viagens aos EUA significativamente mais caras. Soma-se a isso a percepção de um ambiente político mais hostil e inseguro, agravado por medidas adotadas durante o governo Trump.
Diante da repercussão, o site do governo australiano SmartTraveller reforçou seus alertas para quem deseja visitar os EUA, lembrando que as autoridades americanas têm o direito de negar a entrada a qualquer estrangeiro, mesmo com visto ou isenção de entrada. A Alemanha e outros países também emitiram recomendações semelhantes.
Esses fatores começam a refletir diretamente no turismo americano: segundo dados da US International Trade Administration, o número de visitantes australianos caiu cerca de 7 a 8% em março de 2025 — a maior queda desde a pandemia. Estima-se que o setor perca bilhões de dólares com a redução de turistas internacionais.
Com relatos de detenções, regras obscuras e altos custos, cada vez mais australianos estão reconsiderando suas viagens aos Estados Unidos. A decisão final dependerá do perfil do viajante, do preparo para lidar com as exigências da imigração e da disposição para encarar possíveis desconfortos.
A recomendação é clara: informe-se, planeje-se bem e pese os prós e contras antes de embarcar rumo ao sonho americano.
Imagem de Capa: Canva
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