Na tarde de 3 de setembro de 2025, por volta das 18h08 (hora de Lisboa), ocorreu um dos piores desastres na história recente de Lisboa: o descarrilamento do famoso Elevador da Glória.
O carro número 1 soltou-se do cabo de tração – que se rompeu – e desceu desgovernado pela Calçada da Glória, embatendo com brutalidade num prédio na curva inferior da linha. O carro número 2, que subia simultaneamente, deslocou-se apenas um metro e permaneceu preso ao trilho, sem descarrilar.
O balanço oficial aponta 16 mortos, incluindo o condutor André Marques, e 21 feridos, dos quais cinco em estado grave. As vítimas eram maioritariamente adultos, e entre os feridos e vítimas há nacionais e turistas: portugueses, alemães, espanhóis, sul-coreanos, canadenses, italianos, suíços, marroquinos, entre outros.
Entre os sobreviventes da tragédia há um caso particularmente comovente: uma família alemã que seguia no elevador viu o pai morrer no local; a mãe, gravemente ferida, foi levada em estado crítico para os cuidados intensivos; o filho, uma criança de 3 anos, sofreu apenas ferimentos leves, mas foi resgatado entre os escombros por um agente da PSP da Divisão de Investigação Criminal, de 45 anos, que se encontrava entre os primeiros a chegar ao local.
A criança, em choque e desamparada, agarrou-se ao policial que o salvou e não o largou desde então —literalmente pediu: “Please hold me” (por favor, me segure). Desta forma, o agente acompanhou o menino até ao hospital, mantendo-o em segurança enquanto a mãe era internada em unidade de cuidados intensivos.
A criança agora terá suporte pediátrico e psicológico, assim como o agente, que foi colocado em acompanhamento devido ao impacto emocional do resgate.
Após o acidente, Lisboa entrou em choque. As autoridades decretaram luto nacional, enquanto o presidente da Câmara, Carlos Moedas, descreveu o acontecimento como algo “nunca antes visto” na cidade. A União Europeia acenou bandeiras a meio mastro e chefes de Estado manifestaram condolências à família alemã e às demais vítimas estrangeiras.
Em paralelo, o Ministério Público abriu um inquérito, e o Gabinete de Investigação de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) iniciou diligências, apesar de dispor apenas de um investigador no terreno inicialmente.
As atenções viram-se para uma possível falha técnica: o rompimento do cabo de tração ou falha no sistema de travagem, relatado por operários da Carris e sindicatos, apesar da empresa afirmar que a manutenção e inspeções diárias, semanais e mensais tinham sido rigorosamente cumpridas.
Este acidente não abalou apenas a memória da cidade: transformou-se num alerta global sobre a fragilidade dos sistemas históricos de transporte urbano. Para a criança de três anos, o luto será eterno. E o agente que o salvou tornou-se, na sua inocência, O policial-herói.
Imagem de Capa: Reprodução
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