Entro em mim, sim, em mim, num profundo teste de auto-conhecimento, vejo espelhos por todo o lado, como num quarto de motel, em que aí sim poderia entrar em ti, em que poderia ver-te entrar lá no fundo, apenas de casaco comprido que subtilmente tirarias para me mostrar mais uma lingerieque tinhas comprado às escondidas.
Chegavas bem perto e mordias-me uma orelha, tudo em mim se levantava, e tudo o resto são pensamentos… mas não, continuo a entrar em mim, com o mesmo processo.
“(…)eu sou assim, sou de verdades, sou de consequências (…)”
Tudo que continuo a ver são espelhos por todo o lado como num vestuário de uma loja de roupa, onde se podem cometer as maiores loucuras, em que despes a tua roupa, e só vestes a que levaste para experimentar meia hora depois, como disse, “onde se podem cometer as maiores loucuras” ou apenas loucuras, porque a seguir virão sempre mais e maiores, é, eu sou assim, sou de verdades, sou de consequências, como nos jogos de cintura em que os papéis eram os nossos aliados e numa noite a dois, ao verdade ou consequência, lá vinha eu, num reflexo teu, pintado a batom, mesmo sem espelho!
Mas continuo a ser espelhos por todo o lado, reflexos de uma pessoa, eu mesmo, que não sabe ser metade, que ou é tudo, ou então não é nada, onde não existem 50 tons de cinza, será sempre preto, ou branco, vermelho também pode ser, será sempre uma cor bonita, tu entendes.
“(…) só quem for o meu reflexo transforma em amor (…)”
Reflexos de um olhar, o meu, o único que consigo transmitir, de admiração primeiro, porque não sei gostar sem admirar, de carinho depois, porque não sei gostar sem essa afinidade, de paixão, olhar que só quem for o meu reflexo transforma em amor, porque é bem diferente, e continuo assim, sou reflexos de sentimentos, aqueles que muitas vezes não sei digerir, reflexos de pensamentos, que são a maioria das vezes em demasia, reflexos de uma alma, a minha, reflexos de mim, ao espelho, que não engana!
Não há que enganar, sou aquilo em que a vida me tornou, sou o contrário de tudo, num processo invertido, fraco por fora, e forte por dentro!
Por: José Filipe Azevedo – Escrever e Crescer
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