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Sobrevivente de Jeffrey Epstein compartilha detalhes horríveis do que enfrentou em seu sistema de abusos: “Não havia como escapar”

O caso de Jeffrey Epstein continua a revelar camadas perturbadoras, mesmo anos após sua morte. Desta vez, quem trouxe novos detalhes à tona foi Juliette Bryant, uma das sobreviventes do esquema de exploração comandado pelo financista.

Em um relato emocional, ela descreveu como foi atraída, manipulada e mantida sob controle psicológico quando tinha apenas 20 anos.

Em entrevista à Sky News, Juliette não conteve as lágrimas ao relembrar o momento em que percebeu que estava em perigo real. Segundo ela, tudo começou com uma promessa aparentemente legítima: mulheres que trabalhavam para Epstein ofereceram ajuda para impulsionar sua carreira de modelo.

Jovem, universitária e cheia de expectativas, ela acreditou que seus sonhos estavam prestes a se concretizar. O primeiro encontro com Epstein aconteceu em 2002, na Cidade do Cabo, durante uma viagem do financista à África do Sul ao lado de Bill Clinton.

Em poucas semanas, Juliette foi levada para Nova York, convencida de que aquela oportunidade mudaria sua vida. No entanto, logo após desembarcar, percebeu que o plano era outro.

Ela contou que entrou em pânico ao entender que havia perdido o controle da própria situação. Em vez de seguir para compromissos profissionais, foi direcionada a novos voos sem explicações claras, até chegar a propriedades ligadas a Epstein.

Ali, segundo seu relato, começou um período marcado por medo constante, isolamento e coerção emocional. Juliette afirmou que se sentia “petrificada” e que passou a agir de forma submissa por acreditar que sua segurança dependia disso.

“Não havia como escapar, sabe? Eles estavam com meu passaporte e, a essa altura, já tínhamos pousado em uma das ilhas do Caribe e fomos levados de helicóptero para a ilha dele. Simplesmente não havia como fugir. Eu não tenho forças para nadar. Não conseguiria nadar até lá.”, relatou ela.

Durante cerca de dois anos, ela permaneceu presa a esse ciclo, sem acesso ao próprio passaporte e sob vigilância contínua. Juliette descreveu a sensação como estar presa por “correntes invisíveis”, uma metáfora para o controle psicológico exercido sobre ela.

Mesmo quando não estava fisicamente próxima, sentia-se observada e ameaçada, o que a manteve em silêncio por muito tempo.

Documentos recentes divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, conhecidos como “Arquivos Epstein”, incluíram e-mails não editados enviados por Juliette ao próprio Epstein anos depois. Ela explicou que essas mensagens foram escritas em momentos de fragilidade emocional, crises nervosas e abuso de álcool, reflexo direto do trauma prolongado.

Esses novos relatos reforçam a dimensão sistêmica dos crimes cometidos por Epstein, que morreu em 2019 no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, enquanto aguardava julgamento por tráfico de pessoas.

Para muitas vítimas, a morte do acusado não significou justiça, mas sim o encerramento abrupto de um processo que poderia trazer respostas e responsabilizações mais amplas.

O testemunho de Juliette Bryant é mais do que um relato pessoal: é um alerta sobre como redes de abuso se constroem a partir de promessas, silêncio imposto e medo. Ao falar, ela ajuda a manter viva a discussão sobre proteção de jovens, responsabilização de poderosos e a importância de ouvir e acreditar nas vítimas.

Imagem de Capa: US Department of Justice/Reprodução

Sábias Palavras

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