No Brasil, a cidade de Balneário Camboriú, conhecida por sua orla repleta de arranha-céus imponentes, enfrenta um novo capítulo em seu processo de verticalização.
Dessa forma, foi anunciado a construção do que poderia se tornar o “maior edifício residencial do mundo”, com 500 metros de altura. No entanto, isso acabou gerando preocupação entre especialistas.
Enquanto muitos focam na sombra que um prédio de tal envergadura poderia lançar, especialistas alertam para questões mais amplas.
O intenso processo de verticalização tem contribuído para a formação de verdadeiros “cânions urbanos”, áreas onde a circulação de ar é restrita e a poluição sonora e atmosférica se concentra, conforme apontam análises.
A sombra não afeta apenas o lazer na praia, mas também a vegetação costeira essencial para a estabilidade da areia. Além disso, a redução da exposição solar aumenta os riscos de contaminação por bactérias na areia, comprometendo a saúde pública.
A construção em áreas costeiras também enfrenta desafios relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Assim, é necessário considerar seriamente a possível alteração na linha costeira e a modificação das condições climáticas locais.
Enquanto a prefeitura discorda das preocupações levantadas por especialistas, citando a taxa de ocupação do solo como fator determinante, as opiniões divergem. Especialistas alertam para os riscos ambientais e para a possível sobrecarga nas infraestruturas de água, esgoto e solo.
Imagem de Capa: Canva
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