Você passa meses esperando pelas férias, planeja descansar, viajar ou simplesmente dormir mais. Mas, quando finalmente o descanso chega, o corpo responde com gripe, dor de cabeça, crises intestinais ou um cansaço inexplicável.
Se isso já aconteceu com você, saiba: não é azar e nem coincidência.
Do ponto de vista médico e psicológico, adoecer justamente nas férias é um fenômeno bastante conhecido e está diretamente ligado à forma como o corpo lida com o estresse prolongado.
Durante longos períodos de trabalho intenso, pressão emocional, prazos apertados e poucas pausas, o organismo entra em um estado chamado de modo de sobrevivência. Nesse estágio, o sistema nervoso simpático fica hiperativado, estimulando a liberação constante de hormônios como cortisol e adrenalina.
Esses hormônios são essenciais em situações pontuais de estresse. O problema surge quando permanecem elevados por semanas ou meses. O corpo passa a “segurar” sinais de alerta para manter o funcionamento básico: trabalhar, produzir, cumprir tarefas.
• Sintomas leves são silenciados
• A imunidade funciona no limite
• O desgaste físico e emocional se acumula
Quando chegam as férias, o ritmo desacelera. O cérebro entende que o perigo passou. O nível de cortisol cai, o sistema nervoso sai do estado de luta ou fuga e o corpo entra, finalmente, em um modo mais reparador.
É nesse momento que o organismo “autoriza” a manifestação de sintomas que vinham sendo ignorados.
• gripes e resfriados
• enxaquecas e dores tensionais
• distúrbios intestinais
• queda de pressão
• dores musculares
• fadiga intensa
As férias não causam a doença. Elas apenas revelam o desgaste acumulado.
Na medicina integrativa e na psicologia da saúde, entende-se que a doença raramente surge de forma abrupta. Na maioria das vezes, ela é o resultado de processos silenciosos que se desenvolvem ao longo do tempo.
• Alguns princípios importantes:
• sintomas são sinais de adaptação do corpo
• o organismo busca equilíbrio, não punição
• o descanso ativa processos de reparo celular, imunológico e neurológico
Ou seja, o corpo usa a pausa para se reorganizar. A doença, nesse contexto, não é inimiga, mas um pedido de atenção.
Embora não seja possível controlar tudo, algumas estratégias ajudam a reduzir esse impacto:
1. Não viva o ano inteiro no limite: Inserir pequenas pausas na rotina reduz o acúmulo de estresse. Descanso não deve acontecer apenas nas férias.
2. Desacelere de forma progressiva: Evite sair de uma rotina extremamente intensa direto para o repouso absoluto. O corpo precisa de transição.
3. Cuide do sistema nervoso: Sono regular, exposição à luz solar, contato com a natureza e exercícios respiratórios ajudam a equilibrar o organismo.
4. Apoie o corpo antes do descanso: Hidratação adequada, alimentação simples e atenção à saúde intestinal fazem diferença na imunidade.
5. Reinterprete o descanso: Descansar não é sinal de fraqueza. É uma estratégia biológica inteligente para preservar saúde física e mental.
Ficar sempre doente no período de férias é um sinal claro de que o corpo esteve forte por muito tempo, mas também sobrecarregado. Ouvir esses sinais e mudar a forma como lidamos com o estresse ao longo do ano é um passo essencial para uma vida mais saudável, equilibrada e sustentável.
Imagem de Capa: Canva
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