A utilização do micro-ondas faz parte da rotina de milhões de pessoas, sobretudo pela rapidez e comodidade que oferece. No entanto, um hábito aparentemente inofensivo pode representar um risco sério para a saúde.
O alerta foi reforçado por especialistas em oncologia, que chamam a atenção para a exposição crescente a substâncias químicas conhecidas como disruptores endócrinos, associadas a desequilíbrios hormonais e ao aumento do risco de câncer hormonodependentes.
Os disruptores endócrinos são compostos capazes de interferir no funcionamento normal do sistema hormonal. Estão presentes em diversos objetos do dia a dia, como embalagens de plástico, latas de conserva, cosméticos, produtos de higiene pessoal e até detergentes.
Quando estes materiais são sujeitos ao calor, como acontece quando aquecemos alimentos em recipientes de plástico no micro-ondas, existe uma maior probabilidade de libertação dessas substâncias para os alimentos.
Entre os exemplos mais estudados encontra-se o bisfenol A (BPA), amplamente utilizado na produção de plásticos e no revestimento interno de latas. O BPA tem uma estrutura química semelhante à do estrogênio, podendo imitar ou bloquear a ação deste hormônio no organismo.
Este fenômeno é particularmente preocupante porque o equilíbrio hormonal é essencial para o bom funcionamento do corpo humano.
De acordo com especialistas, quando ocorre uma predominância estrogênica — ou seja, quando o organismo é exposto a estímulos semelhantes ao estrogênio em excesso — aumenta o risco de desenvolver cânceres hormonais, como o câncer da mama, do ovário e do endométrio.
O problema não está numa exposição pontual, mas sim no contato contínuo e prolongado ao longo dos anos, muitas vezes sem que a pessoa tenha consciência disso.
A ciência tem vindo a confirmar estas preocupações. Um artigo de revisão publicado na revista científica Endocrine Reviews concluiu que a exposição ao BPA, mesmo em doses consideradas baixas, pode estar associada a alterações hormonais, distúrbios reprodutivos e maior suscetibilidade a determinados tipos de cancro.
O estudo reforça a ideia de que os efeitos dos disruptores endócrinos são cumulativos e podem manifestar-se a longo prazo.
Outro ponto crítico é o papel do calor. Aquecer alimentos no micro-ondas em recipientes de plástico acelera a migração de químicos para a comida, sobretudo quando o plástico está riscado, envelhecido ou não foi concebido para altas temperaturas.
Por esse motivo, os especialistas recomendam que os alimentos sejam sempre transferidos para recipientes de vidro, cerâmica ou porcelana antes de irem ao micro-ondas.
No caso das latas, o risco surge sobretudo durante o processo industrial, uma vez que os alimentos são aquecidos a altas temperaturas antes de serem selados. Embora o consumo ocasional não represente um perigo imediato, a ingestão frequente de alimentos enlatados contribui para uma exposição acumulada a estas substâncias.
Em termos de prevenção, pequenas mudanças de hábitos podem fazer uma grande diferença. Evitar aquecer comida em plástico, reduzir o consumo de alimentos processados e enlatados, e optar por materiais mais seguros são medidas simples que ajudam a diminuir o contato com disruptores endócrinos.
A consciencialização é o primeiro passo para proteger a saúde hormonal e reduzir, a longo prazo, o risco de cânceres associados.
Imagem de Capa: Canva
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