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Neurologista revela ‘segredo pouco falado’ de como ter o cérebro mais jovem depois 60, 70 anos – ou mais

Envelhecer é inevitável. Envelhecer com o cérebro lento, confuso ou fragilizado, não. A boa notícia é que a ciência já deixou claro: a saúde cerebral pode ser construída ao longo da vida, da mesma forma que um fundo de aposentadoria. Quanto antes você começa a investir, maiores são os ganhos no futuro.

Essa é a visão defendida pelo Dr. Bruce Mayerson, co-presidente de neurociências da Catholic Health e chefe de neurologia do Hospital St. Catherine of Siena, EUA. Segundo o especialista, pequenas escolhas diárias feitas décadas antes dos cabelos ficarem brancos podem determinar como o cérebro vai funcionar aos 60, 70 anos — ou mais.

A seguir, estão seis estratégias simples, porém poderosas, para manter o cérebro mais jovem e resiliente, explicadas de forma clara e prática.

1. Coma pensando no seu cérebro

A alimentação tem impacto direto na saúde cerebral. Mayerson é defensor da dieta mediterrânea anti-inflamatória, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, feijões, azeite de oliva e oleaginosas, com consumo moderado de peixes e aves.

No entanto, as oleaginosas ganham destaque. Elas fornecem gorduras insaturadas saudáveis, proteínas vegetais, fibras e minerais essenciais para o cérebro. O médico recomenda especialmente castanhas de caju, amêndoas e amendoins.

Já alimentos ultraprocessados, açúcares adicionados, grãos refinados e gorduras ruins devem ser limitados. Sobre a carne vermelha, ele esclarece: “Não acho que seja necessário excluí-la completamente. É uma ótima fonte de proteína, mas também é um alimento rico em gordura.”

2. Cultive otimismo e relações sociais

Pesquisas recentes mostram que a chamada “idade real do cérebro” pode ser influenciada pelo estilo de vida. Sono de qualidade, controle do estresse, conexões sociais e uma postura mais otimista funcionam como verdadeiras ferramentas antienvelhecimento.

“Esta pesquisa reforça a ideia de que o otimismo e o controle do estresse podem retardar significativamente o envelhecimento cerebral”, afirma Mayerson, destacando o papel das relações sociais na proteção da mente ao longo dos anos.

3. Mexa o corpo para ativar a mente

Exercícios aeróbicos e de força estimulam o fluxo sanguíneo no cérebro, favorecem a criação de novas conexões neurais e reduzem o declínio cognitivo. E não é preciso exagerar.

Caminhar em ritmo acelerado pode ser tão eficaz quanto correr. Mayerson costuma orientar seus pacientes a estabelecer metas claras, como caminhar de três a cinco quilômetros por dia.

“Você entra nesse tipo de ritmo”, explica ele, ressaltando que a constância é mais importante do que a intensidade.

4. Proteja sua cabeça sempre

Traumas cranianos são extremamente prejudiciais ao cérebro. O neurologista faz um alerta direto sobre o uso de capacetes: “Acho que esse é provavelmente um dos comportamentos mais arriscados que você pode ter.”

Bicicletas e patinetes podem atingir altas velocidades, e quedas podem causar concussões, hemorragias e fraturas graves. “Os capacetes são muito, muito importantes, não posso enfatizar isso o suficiente”, reforça.

5. Mantenha a mente informada

Acompanhar notícias, ler e discutir acontecimentos atuais mantém o cérebro ativo e estimulado. Segundo Mayerson, isso pode ajudar a reduzir o risco de demência.

Ele faz uma ressalva sobre jogos como palavras cruzadas e Sudoku: “Você se tornará ótimo em palavras cruzadas se praticar, mas não tenho tanta certeza de que isso se traduza em um efeito drástico na demência.”

Ou seja, variedade intelectual importa mais do que repetição.

6. Durma bem, sem álcool ou sedativos

O sono, especialmente o sono REM, é essencial para consolidar memórias e processar emoções. Mayerson alerta contra o uso de medicamentos como auxílio para dormir.

“Muita gente usa remédios como Xanax e Klonopin para dormir, e isso não é uma boa ideia”, afirma. Ele também desaconselha o álcool antes de dormir: “As pessoas pensam que dormem melhor depois de beber; na verdade, dormem pior.”

Mantendo o cérebro mais jovem

Cuidar do cérebro não exige medidas extremas. Alimentação consciente, movimento regular, proteção física, sono de qualidade e conexões humanas formam um conjunto poderoso de hábitos. Investir neles hoje é garantir um cérebro mais jovem, funcional e saudável no futuro.

Imagem de Capa: Canva

Sábias Palavras

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