Reflexão

Mulher não tem que consertar homem, mulher não é oficina de embuste

Em pleno século XXI, ainda perduram algumas ideias tão ultrapassadas, que é difícil, às vezes, vislumbrar avanços significativos em algumas esferas. É o caso, por exemplo, de certos papéis relegados às mulheres, os quais não condizem em nada com o que ela deve ser ou fazer. Exemplos disso são os estereótipos que há tempos ilustram essas visões ultrapassadas.

Rainha do lar, por quê? Casa não é castelo, nem reino. Não há mais obrigação nenhuma de a mulher tomar para si as tarefas domésticas, enquanto o marido assiste ao noticiário. Amor é cumplicidade, troca, ajuda mútua, ou seja, quando o parceiro ajuda nas tarefas do lar, não faz mais nada do que obrigação.

Ninguém tem que se gabar de ajudar a mulher em casa, afinal, trata-se tão somente de assumir o que cabe a ambos, na mesma medida.

E quando dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher? Que cabimento tem isso? Oras, mulher fica ao lado, à frente, fica onde ela quiser. Atrás é que não fica mais, não. Hoje, principalmente, com a mulher se destacando em todos os espaços que existem, essa frase não tem mais sentido algum. Aliás, essa frase tem que mofar lá no passado, junto com o machismo.

É por essas e outras que acabam colocando sobre a mulher responsabilidades que não são dela. Se, antes, ela parecia estar relegada a um segundo plano, sacrificando-se pelos filhos, pelo casamento, pela família, hoje isso não tem mais coerência – se bem que nunca teve. A mulher também tem que pensar em si, valorizar-se, lutar por direitos, resguardar-se de todo um ideário que cheira a mofo e que ainda teimam em lançar contra ela.

E chega de ficar ouvindo que uma boa mulher coloca o homem nos eixos.

A mulher não tem responsabilidade alguma sobre o homem. Esse papo de que mulher conserta parceiro coloca nela um peso que não lhe cabe. Mulher não é clínica de reabilitação, é uma das partes de um relacionamento em que um ajuda o outro, mas cada um colhe de acordo com o que plantou. Homem que quer sua mulher fazendo o papel de sua mãe precisa é de terapia. Ele que lute. E ponto.

Autor: Prof. Marcel Camargo

Imagem de capa: luizclas no Pexels

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Muitos não sabem, mas mulheres que preferem ‘amizades com homens’ costumam ter estas características

Cada pessoa constrói amizades durante a sua vida de uma forma, podendo variar bastante de…

22 horas ago

Considerado um dos MELHORES filmes sobre ‘viagem no tempo’ finalmente chegou à Netflix

Se você gosta de histórias que misturam ciência, suspense e aquele efeito dominó de decisões…

22 horas ago

Os dois signos MAIS abençoados do Zodíaco: quem são os favoritos do universo?

Em meio às incertezas da vida, algumas pessoas parecem carregar consigo uma espécie de proteção…

22 horas ago

Chegou na Netflix esta série MUITO intensa que mostra professora que desenvolve obsessão por colega de trabalho

Os fãs de dramas psicológicos ganharam uma nova opção no catálogo da Netflix. A série…

22 horas ago

As previsões arrepiantes de Baba Vanga e Nostradamus para 2026 podem ser realmente corretas após conflito no Irã

Nostradamus e Baba Vanga são conhecidos por suas inúmeras previsões para a humanidade, que abrangem…

23 horas ago

Estudo conclui que ‘apenas dois’ países no mundo todo sobreviveriam a uma guerra nuclear

Com o aumento das tensões no Oriente Médio nos últimos dias, um especialista em guerra…

23 horas ago