Reflexão

Jamais existiria ingratidão, se não fosse a gentileza das almas boas

O que nos arrasa o coração é a expectativa frustrada. A melhor maneira de mantermos nossa serenidade é não esperar nada das pessoas. Então, o que vier será lucro em alegria para a nossa alma. Até porque as pessoas que fazem o bem genuinamente sempre serão capazes de suportar a ingratidão de outrem.

Nem sempre a sua generosidade será correspondida.

Cada pessoa dá o que tem para dar. Não cobre além da conta. A caridade das pessoas depende das coisas boas que elas carregam em seu próprio coração. Aprender a aceitar o limite delas é ter sabedoria. Talvez não se preocupem tanto quanto você porque não são almas tão evoluídas como a sua. Não sinta o peso da responsabilidade, mas o privilégio de ser mais adiantado sobre os sentidos da vida.

Se esquecem de lhe devolver afeto, não é porque você não merece, mas sim por são incapazes de amar. E não adianta cobrar. As pessoas irão fugir ou se enervar. A realidade em generosidade e empatia que você tem dentro de si, simplesmente, não existe para essas pessoas limitadas em bondade. Preocupar-se com o bem-estar dos outros é algo que não faz parte do mundo de quem está atento apenas a seus próprios interesses, porque para essas pessoas é um desperdício de tempo ser altruísta, quando seu objetivo é receber sem nunca dar.

Cada um dá aquele que é capaz de dar. Por isso, não fique triste se quem você cuida e zela não disse nem um “obrigado” ou ainda lhe devolve ingratidão ou maldade. A indiferença vive em corações frios. A raiva em almas pequenas. O egoísmo pertence àquelas pessoas que tem muito ainda para aprender sobre o mistério da vida e das almas. E a traição mora em um lugar muito inferior ao que você está e merece estar. Entregue para o universo, deixe o tempo agir. O ingrato pode ser cego, mas o mundo dá voltas.

Jamais deixe se abalar por uma pessoa ingrata, ela tem uma história que você desconhece.

Não brigue, não xingue, não sofra porque não é você o responsável pela pobreza de espírito dos outros. Não adianta forçar o bem no outro, não é má vontade. É falta do entendimento do universo de compaixão. Essas pessoas precisam aprender por si só que a falta de empatia, afeto e altruísmo é a base da infelicidade. Reze para que suas almas evoluam e siga sua vida tendo a certeza que você deu, sim, o seu melhor.

E, então, quando alguém for ingrato, agradeça, uma vez que quem nos dá a recompensa da ingratidão sofrida é o universo. O que é excepcionalmente melhor para nós, pois, o dono do universo é o único capaz de retribuir com milagres. Seu nome? Deus.

Por: Luciano Cazz

Luciano Cazz

Ator e escritor. Autor do livro "A tempestade depois do arco-íris"e do blog Inspirando Luz.

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