Uma mudança aguardada há anos pela indústria farmacêutica e por milhões de pacientes brasileiros está prestes a acontecer. A partir de 20 de março de 2026, a patente da semaglutida — substância responsável pelo sucesso do medicamento Ozempic — deixará de ter exclusividade no Brasil.
A quebra dessa proteção abre caminho para que outras farmacêuticas produzam versões genéricas ou similares do medicamento, criando uma disputa intensa que deve ter um impacto direto no bolso dos pacientes.
Analistas do setor acreditam que a mudança pode provocar uma verdadeira revolução no mercado nacional de tratamentos para obesidade e diabetes, tanto em preços quanto em acesso.
A semaglutida se tornou um dos medicamentos mais comentados do mundo nos últimos anos. Inicialmente desenvolvida para tratar diabetes tipo 2, a substância ganhou enorme popularidade por também ajudar na perda significativa de peso.
Esse sucesso transformou a farmacêutica responsável pelo produto em uma potência global. A empresa por trás do Ozempic viu suas vendas dispararem e chegou a figurar entre as companhias mais valiosas da Europa.
No Brasil, porém, o medicamento ainda é considerado caro para grande parte da população.
Atualmente, o preço do Ozempic varia bastante entre farmácias e cidades, mas geralmente fica entre R$ 900 e R$ 1.200 por caneta injetável com doses mensais.
Para muitos pacientes que precisam usar o medicamento continuamente, esse custo mensal acaba sendo um grande obstáculo. É justamente esse cenário que pode mudar drasticamente com o fim da patente.
Segundo um relatório recente do banco de investimentos Itaú BBA, a chegada de versões genéricas da semaglutida deve provocar uma redução significativa nos valores cobrados nas farmácias.
As estimativas indicam que:
Se essas projeções se confirmarem, o preço médio do tratamento poderia cair para algo entre:
A queda tende a acontecer gradualmente à medida que novas empresas lançam seus produtos e a concorrência aumenta.
O fim da exclusividade da semaglutida deve desencadear uma corrida entre grandes farmacêuticas interessadas em participar desse mercado extremamente lucrativo.
Laboratórios nacionais e internacionais já estudam lançar versões do medicamento no Brasil assim que a patente expirar. Entre os interessados estão fabricantes de genéricos e biossimilares que buscam aproveitar a enorme demanda por tratamentos para obesidade e diabetes.
A expectativa é que a competição se concentre inicialmente no preço, estratégia comum quando medicamentos populares perdem proteção de patente.
O impacto não deve se limitar apenas à redução de preços. Analistas acreditam que a maior acessibilidade do medicamento pode ampliar drasticamente o número de pacientes em tratamento.
Estimativas do setor indicam que o mercado brasileiro de medicamentos baseados em semaglutida pode dobrar de tamanho rapidamente, alcançando cerca de R$ 20 bilhões já em 2026.
Esse crescimento seria impulsionado por três fatores principais:
Especialistas avaliam que o maior beneficiado com a mudança tende a ser o paciente brasileiro. Com preços mais competitivos e mais opções disponíveis nas farmácias, tratamentos que antes eram restritos a uma parcela menor da população podem se tornar muito mais acessíveis.
A queda da patente da semaglutida marca, portanto, o início de uma nova fase para o setor farmacêutico no país — e pode redefinir completamente o mercado de medicamentos voltados ao controle do diabetes e da obesidade nos próximos anos.
Imagem de Capa:
A maioria das pessoas acreditam que um relacionamento só vai se desgastando por conta de…
A ciência do envelhecimento acaba de dar um passo que parece saído de um filme…
Muitos motoristas utilizam o freio todos os dias sem perceber que os carros modernos escondem…
Um filme de ficção científica da Coreia do Sul surpreendeu o público da Netflix e…
Roer as unhas é um hábito extremamente comum e, para muitas pessoas, parece algo totalmente…
Muitas mulheres enfrentam o mesmo problema: unhas fracas ou que quebram com facilidade. E geralmente…