Se você achava que já tinha visto de tudo quando o assunto é representação do Brasil em Hollywood, talvez seja melhor rever seus conceitos. O recém-lançado Balls Up chegou na Prime Video causando — e não foi pouco.
Misturando humor ácido, exagero e aquele toque clássico de “não acredito que fizeram isso”, o filme rapidamente virou assunto nas redes. E, como era de se esperar, boa parte da conversa gira em torno de como o Brasil foi retratado.
O elenco já entrega o tom da produção: Mark Wahlberg e Paul Walter Hauser dividem cena em uma trama que não tem medo de ultrapassar limites, algo previsível vindo dos criadores de Deadpool, sob direção de Peter Farrelly.
A dupla atrapalhada acaba no Rio de Janeiro em plena Copa do Mundo e, em circunstâncias tão absurdas que é difícil explicar, sabotam as chances da seleção brasileira de vencer e são prontamente presos por sua transgressão.
Mas quem realmente domina as atenções dos brasileiros é o personagem interpretado pelo ator e comediante britânico Sacha Baron Cohen.
Cohen interpreta “Pavio Curto”, um suposto chefão de cartel brasileiro com visual questionável: cabelos loiros longos, estilo excêntrico e uma presença que mistura ameaça com puro absurdo. Até aí, tudo bem, é dentro da lógica de comédia exagerada.
O problema (ou a genialidade, dependendo do ponto de vista) está na forma como ele fala.
O personagem tem um sotaque tão carregado e uma forma de se expressar tão distorcida que, em vários momentos, fica praticamente impossível entender o que ele está dizendo em inglês. E não é só impressão: o The Hollywood Reporter descreveu o resultado como “hilariantemente ininteligível”.
Ou seja, é confuso — e proposital.
Além disso, o Brasil apresentado no filme é um pacote completo de estereótipos: criminalidade exagerada, personagens caricatos, estética caótica e uma identidade totalmente distorcida.
Para alguns, isso faz parte do jogo da comédia — especialmente vindo de alguém como Sacha Baron Cohen, conhecido por levar o absurdo ao extremo. Enquanto para outros, passa do ponto.
E é justamente aí que o filme encontra sua força: ele provoca reação.
Balls Up não tenta agradar. Ele aposta no exagero da caricatura e na provocação direta. E, num cenário onde tudo parece cada vez mais polido e calculado, isso chama atenção — para o bem e para o mal.
O resultado? Discussões acaloradas, opiniões divididas e um personagem que já entrou para a lista dos mais comentados do momento.
Se você quer assistir algo sem filtro, com humor exagerado e uma boa dose de polêmica, Balls Up entrega exatamente isso.
Imagem de Capa: Reprodução
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