Categories: Reflexão

Eu não sei quem sou

Sou aquela que não sabe se definir em uma palavra. Nem em três delas. Meus amigos me definem em dois tempos, muito melhor que eu. Mas vou tentar.

Gosto de gatos grandes e amo filhotes de cachorro, independentemente da raça. Quero ter muitos deles. Os filhos que desejo ter têm quatro patas.

Dou muito valor à família, e família pra mim pode ser de sangue ou não. Escolhi cuidadosamente a minha. Tenho um círculo social restrito, porém de qualidade. De gente que não perde tempo com picuinhas e não alimenta a discórdia.

O que chamo de pessoas significativas.

Sou romântica cafona e assumida. Gosto de receber flores e o homem discreto e carinhoso me excita muito mais do que o f*dão, que chega botando banca e se achando a última batata da caixinha de Pringles. Admiro a gentileza, o cortejo. Não se trata de fazer doce. Mas sim de deixar as coisas acontecerem naturalmente, não no modo “relacionamentos fast-food” que vejo por aí.

Não trabalho com o que amo, mas pretendo um dia. E sempre tento colocar amor naquilo que faço. Se é preciso fazer, porque não bem feito da primeira vez?

Tenho sentimentos que oscilam com uma intensidade insana. Me faço de forte, mas choro escrevendo uma simples crônica de amor. Às vezes sou dura e falta empatia (estou trabalhando nisso arduamente). Tenho dificuldade pra aconselhar os outros. Quando muito, ouço de forma atenta e isso já basta – muitas vezes só querem desabafar. Os amigos dizem que sou boa nisso – a psicóloga deles. Mas não dou conta da minha própria vida – que é um caos.

Gosto de muita conversa e nenhum papo ruim. Acredito na humanidade e na sua capacidade de evoluir. Mentira, nem sempre. De vez em quando desacredito completamente. Mas sempre volto atrás. E tomara que eu continue assim.

Faço de tudo pra levar a vida de boa – e ser uma pessoa legal.

Só não tolero preconceito e hipocrisia. Gente que se acha melhor porque tem uma pele clara, um cabelo escorrido, um carro zero, mais dinheiro que a maioria dos mortais e um cargo de importância, pra ser chamado de doutor. Eu me afasto sem avisar.

Sou uma pessoa que tenta melhorar um pouco a cada dia, vencer os meus fantasmas: a insegurança (em todas as áreas da vida), o medo de arriscar e soar ridícula para os outros, a autoestima que nem sempre está em alta e a pior das assombrações – a depressão. Que sabota meus planos, rouba minha energia e interfere negativamente na minha vida amorosa.

Eu não sei quem sou, mas tenho plena convicção do quanto desejo me aprimorar. Ser uma mulher mais corajosa, mais segura, mais confiante e que não tem medo do julgamento alheio, com mente e corpo totalmente sãos. A melhor versão de mim mesma, um dia de cada vez. Um pouco por vez. Em doses não tão homeopáticas assim.

Por: Aline Xavier
Sábias Palavras

Relaxa, dá largas à tua imaginação, identifica-te!

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