A maioria das pessoas se preocupa com o que come, mas ignora um fator igualmente importante para a saúde: o horário das refeições.
Estudos em nutrição, cronobiologia e gastroenterologia mostram que o organismo humano segue um ritmo biológico próprio, e comer determinados alimentos fora desse ritmo pode sobrecarregar a digestão, aumentar inflamações e até prejudicar o sono.
Durante o dia, o sistema digestivo funciona de forma mais eficiente, com maior produção de enzimas e melhor resposta metabólica. À noite e nas primeiras horas da manhã, esse funcionamento muda.
Quando alimentos inadequados são consumidos nesses períodos, o corpo pode reagir com sintomas como azia, refluxo, estufamento abdominal, sensação de peso e dificuldade para dormir.
Apesar de nutritiva, a banana contém açúcares de rápida absorção e minerais como o magnésio, que podem estimular o trato gastrointestinal quando o estômago está vazio.
Em pessoas mais sensíveis, isso pode causar desconforto gástrico ou sensação de fraqueza logo ao acordar. Por isso, recomenda-se combiná-la com outras fontes de proteína ou gordura saudável, em vez de consumi-la sozinha em jejum.
O tomate é um alimento ácido e rico em compostos que podem estimular a produção de ácido gástrico. Consumido à noite, especialmente por quem tem predisposição ao refluxo gastroesofágico, ele pode aumentar a chance de azia e queimação ao deitar. Além disso, seu efeito estimulante pode interferir no relaxamento necessário para o sono.
Beber café imediatamente ao acordar pode irritar a mucosa do estômago e elevar a produção de ácido gástrico, principalmente se consumido em jejum.
Especialistas indicam esperar algum tempo após acordar ou ingerir alimentos antes do café, reduzindo o risco de desconfortos digestivos. Além disso, o consumo de cafeína no final do dia pode comprometer a qualidade do sono.
A carne vermelha é rica em proteínas e gorduras que exigem mais tempo e energia para digestão. À noite, quando o metabolismo desacelera, esse tipo de alimento pode causar digestão lenta, sensação de peso e interferir no descanso noturno. Por isso, é mais indicado consumi-la no almoço ou em refeições mais cedo.
Refeições ricas em carboidratos refinados no fim do dia podem elevar rapidamente a glicemia e favorecer o acúmulo de energia em um momento em que o corpo não precisa dela. Além do inchaço abdominal, isso pode dificultar o relaxamento e o sono, especialmente quando ingerido próximo ao horário de dormir.
O chocolate contém cafeína e teobromina, substâncias estimulantes que ativam o sistema nervoso. Consumido à noite, pode aumentar o estado de alerta, dificultar o início do sono e reduzir sua profundidade, além de favorecer refluxo em algumas pessoas.
Especialistas concordam que alinhar o tipo de alimento ao horário adequado ajuda a reduzir inflamações, melhora a digestão e favorece o equilíbrio do organismo. Priorizar refeições leves à noite, evitar estimulantes perto da hora de dormir e respeitar o ritmo biológico do corpo são estratégias simples, mas eficazes.
Entender que alimentação não é apenas escolha de alimentos, mas também de tempo, é um passo importante para uma vida mais saudável e equilibrada.
No entanto, este conteúdo é apenas informativo. Não substitui a orientação de um profissional. Consulte um médico ou nutricionista antes de fazer mudanças significativas na dieta.
Imagem de Capa: Canva
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