Quando você termina um relacionamento ou está se questionando se aquela relação vale realmente a pena, muitas pessoas, que geralmente estão de fora da situação, insistem em dizer: foi um livramento, agradeça. Por vezes, você mesmo comprova essa teoria. Melhor sozinha, do que mal acompanhada, certo? No entanto, mesmo diante de uma decisão certa, dói e dói muito. Quem disse que não?
Apesar de você estar tentando resgatar sua paz de novo, sua saúde mental e seu amor próprio, dói não ter mais aquele que você ainda ama ao seu lado. Dói não ter para quem mandar mensagens ao longo do dia. Dói não ter companhia para os momentos de filme e edredom. Dói ter que recomeçar tudo de novo. Com certeza, essa é uma missão nem um pouco fácil.
“Pensar só com a razão nessas situações é uma tarefa que nem os seres mais evoluídos conseguem com sucesso.”
Não há conselho, balada ou “pegação” que resolva. Você vai chorar muito. Vai encher os ouvidos dos amigos sobre o ex. Vai ter recaídas e talvez voltar a se encontrar com ele. Acontece. E honestamente, não se culpe por isso. Sentir não é sinônimo de fraqueza. Pensar só com a razão nessas situações é uma tarefa que nem os seres mais evoluídos conseguem com sucesso. Permita-se terminar de vez e sofrer, permita-se reconsiderar se ainda te fizer bem, permita-se tentar, mesmo que ainda não tenha uma decisão firme a tomar.
As pessoas esperam que você seja um robô, alguém que decide, porque é preciso e fim. Alguém que não deve sofrer por quem não merece. Mas, infelizmente, o coração não escolhe por quem vai sentir dor. Nessas horas, talvez ajude encontrar um equilíbrio entre razão e emoção. E tal equilíbrio, às vezes, está em aceitar o seu tempo, a sua indecisão, a sua incerteza. Está em ir vivendo dia após dia, permitindo-se sentir e, ao mesmo tempo, reagir.
“Ao invés de afirmar o que é livramento, mude o foco: o que for para ser, será.”
Deixa a decisão certa chegar devagarzinho. Vá sentindo o terreno e plantando uma semente por dia. Não force nada. Ao invés de afirmar o que é livramento, mude o foco: o que for para ser, será.
Por: Isabela Nicastro – Sem Travas no Coração
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