A cantora e compositora, Bia Ferreira, de 31 anos, tem uma grande jornada de autodescoberta e ativismo. Filha de missionários evangélicos, sua ligação com a música começou cedo, mas sua sexualidade a colocou em conflito com a igreja.
Bia cresceu em um ambiente religioso, onde sua mãe era regente de coral. No entanto, sua sexualidade gerou conflitos internos desde cedo. Dessa forma, ela escreveu uma canção aos 12 anos pedindo para não ser lésbica, reflexo da educação religiosa que recebeu.
A incompreensão da igreja em relação à sua sexualidade levou Bia a se distanciar da fé evangélica. A partir disso, Bia transformou sua música em um instrumento de expressão política e social, abordando temas como raça, gênero e afeto.
Em 2019, Bia lançou seu álbum “Igreja Lesbiteriana: um chamado”, dando origem a um movimento de acolhimento para aqueles que foram rejeitados pela religião cristã.
Sua igreja não tem um espaço físico, porém é um movimento político que busca promover direitos e respeito para pessoas LGBTQIA+.
Bia viaja pelo Brasil e pelo mundo com sua música e suas palestras, reunindo centenas de pessoas em seus “cultos” nos shows. Portanto, sua Igreja Lesbiteriana é uma resposta ao discurso de ódio e intolerância religiosa, oferecendo um espaço de inclusão e troca de ideias.
A jornada de Bia Ferreira é um testemunho inspirador de coragem e resiliência, mostrando como a arte pode ser uma ferramenta poderosa para promover a mudança e a aceitação.
Imagem de Capa: Bia Ferreira
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