Embora pareça um hábito indolor e até comum (mesmo em adultos), o ato de cutucar o nariz — ou seja, inserir o dedo no interior das narinas para remover secreções ou apenas por costume — pode trazer várias consequências para a saúde.
Há várias causas para essa prática:
• A presença de muco seco, crostas ou irritação na mucosa nasal que provoca desconforto.
• Narinas secas ou clima muito seco, que favorecem crostas que incitam coçar.
• Hábito psicológico ou nervoso, por tédio ou ansiedade. Em alguns casos, pode evoluir para o que se chama Rinotilexomania ou Rinotilexia (compulsão por cutucar o nariz).
• A ideia de remover algo “incomodo” que está no nariz, como uma crosta ou muco endurecido.
Então: o ato em si não é raro, mas nem por isso é inofensivo.
Apesar de muitos especialistas dizerem que ocasionalmente não costuma trazer grandes problemas, diversos estudos apontam riscos elevados na prática habitual ou agressiva. Eis os principais:
A mucosa das narinas tem vasos sanguíneos superficiais delicados. Inserir o dedo — especialmente com unhas — pode romper esses vasos e provocar sangramentos. Órgãos de saúde recomendam evitar cutucar o nariz se houver sangramentos frequentes.
As mãos tocam superfícies que contêm bactérias e vírus. Ao introduzir o dedo no nariz, esses microrganismos podem penetrar ou colonizar a cavidade nasal.
Um estudo envolvendo profissionais de saúde demonstrou que quem cutucava o nariz tinha maior probabilidade de contrair COVID 19: 17,3 % vs. 5,9 % para quem evitava. Há ainda relatos de infecções específicas como a Vestibulite nasal (inflamação da entrada nasal) associadas ao hábito.
Quando o hábito é repetitivo, pode causar pequenos traumas contínuos, formar crostas, inflamação crónica e até perfuração do septo nasal (a parede entre as narinas). Danificar o septo pode conduzir a problemas de respiração, sensação de “vazamento” de ar ou barulhos ao respirar.
A cavidade nasal e seus cílios/mucosa formam uma barreira que filtra partículas, bactérias e vírus. O trauma repetido ou o dano às defesas pode reduzir essa eficácia.
Em casos extremos, há até discussão de uma ligação entre esse tipo de dano e a iniciação de processos inflamatórios cerebrais — embora essa ligação seja ainda pouco conclusiva.
Boas notícias: há soluções simples para prevenir os riscos associados ao hábito de cutucar o nariz.
• Higiene das mãos: lavar as mãos regularmente reduz a carga de microrganismos que podem entrar no nariz.
• Evitar inserir o dedo: substituir por uso de um lenço ou soprar suavemente o nariz.
• Umidificar o ar ou usar soro fisiológico: se a mucosa estiver seca, o que favorece crostas e incômodos.
• Manter unhas curtas e limpas: para reduzir o risco de arranhar a mucosa ou introduzir germes.
• Avaliação médica: caso haja sangramentos repetidos, dor, crostas persistentes ou hábito que parece incontrolável (como na Rinotilexomania).
Embora possa parecer algo trivial, a prática de cutucar o nariz com frequência ou de forma agressiva tem riscos reais.
Adotar cuidados simples de higiene, usar alternativas e estar atento ao que a mucosa está tentando “dizer” (como secura, irritação ou excesso de muco) pode evitar que esse hábito leve a consequências mais graves.
Imagem de Capa: Canva
Acostumada a ser vista em grandes palcos, videoclipes e eventos internacionais com produções impecáveis, Shakira…
Uma família estava fazendo uma viagem de carro em direção a Turim, ao norte da…
Poucos filmes conseguiram ultrapassar a fronteira entre ficção e realidade de maneira tão convincente quanto…
Poucas discussões domésticas são tão simples e, ao mesmo tempo, capazes de gerar opiniões tão…
Uma fotografia aparentemente comum conseguiu provocar uma mistura de curiosidade, surpresa e até um leve…
Um novo estudo realizado nos Estados Unidos chamou a atenção para um risco pouco conhecido…