O Brasil está vivendo um momento de atenção elevada com relação à Doença de Chagas, especialmente por surtos associados ao consumo de açaí contaminado — uma situação que tem levado a mortes e dezenas de casos confirmados em 2026.
A vigilância sanitária, promotores públicos e órgãos de saúde estão mobilizados para entender melhor o problema e orientar a população sobre como reduzir riscos e proteger sua família.
Em janeiro de 2026, a Prefeitura de Ananindeua, no estado do Pará, confirmou pelo menos quatro mortes por Doença de Chagas, com associação epidemiológica ao consumo de açaí contaminado — incluindo a morte de uma criança de 11 anos que evoluiu para insuficiência cardíaca após a infecção.
As autoridades monitoram cerca de 40 casos suspeitos, além de 14 casos confirmados somente no mês, o que levou o Ministério da Saúde a classificar a situação como surto epidemiológico.
Segundo reportagens oficiais, o número de casos confirmados em janeiro ultrapassou em 30% os registros do mesmo mês do ano anterior, e os óbitos já superam indicadores dos últimos cinco anos no município.
A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente por insetos chamados triatomíneos ou “barbeiros”. Ela pode evoluir desde uma fase aguda com sintomas leves até uma fase crônica que compromete órgãos vitais como o coração e o sistema digestivo, podendo ser fatal se não tratada.
Embora a forma mais conhecida de transmissão seja pelo inseto vetor, no Brasil as transmissões por via oral — ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados — têm se tornado mais frequentes, especialmente em regiões da Amazônia onde o consumo de açaí é diário.
Estudos epidemiológicos indicam que, desde o fim da década de 1960, casos de Chagas associados ao consumo de açaí têm sido relatados no Norte do Brasil. A contaminação ocorre quando insetos infectados ou seus resíduos entram em contato com a fruta ou são acidentalmente triturados durante o preparo do suco ou polpa.
O foco da investigação em locais como Ananindeua aponta para manejo inadequado do açaí — ou seja, falhas nas etapas de higiene, processamento e armazenamento da fruta antes de ser vendida ou consumida. Isso cria uma oportunidade para que o Trypanosoma cruzi entre no alimento e seja ingerido com ele.
Por isso, o Ministério Público do Pará e a fiscalização sanitária intensificaram inspeções em estabelecimentos que comercializam açaí, com o objetivo de reforçar práticas seguras no processamento, higiene e armazenamento dos produtos, e reduzir o risco de transmissão oral da Chagas.
Com base nas diretrizes de saúde pública e nas orientações dos órgãos de controle sanitário, aqui estão algumas medidas práticas para reduzir riscos:
Além disso, ações públicas como treinamento de manipuladores de açaí e campanhas educativas estão sendo ampliadas em municípios do Pará para reduzir futuras ocorrências.
Imagem de Capa: Canva
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