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Uso frequente de remédios para dormir está ligado ao desenvolvimento de incapacidades, segundo estudo

Você pode achar que uma noite mal dormida é apenas um incômodo passageiro. No entanto, um novo estudo revela que o problema pode ser bem mais sério do que parece: o uso contínuo de medicamentos para dormir e a insônia persistente estão fortemente associados ao desenvolvimento de incapacidades físicas em idosos.

Dormir mal pode afetar sua autonomia no futuro

Um estudo recente analisou os dados de mais de 6.700 americanos com 65 anos ou mais ao longo de cinco anos. Dessa maneira, iriam buscar entender como os distúrbios do sono e o uso frequente de remédios noturnos afetam a funcionalidade física com o passar do tempo.

Portanto, foi revelado que quanto mais frequentemente uma pessoa relatava dificuldade para dormir ou usava medicamentos para isso, maior era o risco de desenvolver limitações em atividades básicas do dia a dia, como caminhar, tomar banho e se vestir.

Medicamentos para dormir: Solução rápida, mas com riscos reais

Embora os remédios para dormir, como benzodiazepínicos e sedativos comuns, sejam amplamente utilizados por idosos, os efeitos colaterais podem ser perigosos. Entre eles, estão tontura, confusão mental, tempo de reação mais lento e perda de equilíbrio — fatores que aumentam o risco de quedas e lesões graves.

Esses medicamentos, em vez de apenas tratar a insônia, podem acelerar a perda de independência, tornando-se um fator de risco silencioso para o declínio físico.

Insônia crônica e envelhecimento acelerado

O estudo mostrou que cada ponto adicional em uma escala que avalia sintomas de insônia — como dificuldade para pegar no sono, acordar várias vezes à noite ou despertar muito cedo — estava associado a um aumento de 20% no risco de incapacidade funcional no ano seguinte.

E o mais preocupante: mesmo controlando fatores como doenças preexistentes, estilo de vida e idade, os efeitos negativos persistem. Dessa maneira, reforçando que a insônia, por si só, tem um impacto profundo na saúde.

Qual a alternativa segura?

De acordo com os especialistas, a abordagem mais eficaz e segura seria a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I). Trata-se de uma técnica terapêutica comprovadamente eficiente, que atua reeducando pensamentos e hábitos negativos relacionados ao sono — sem o uso de medicamentos.

Apesar de ser a principal recomendação de órgãos médicos, a TCC-I ainda é pouco acessível para muitos idosos devido à escassez de profissionais capacitados e à cobertura limitada dos planos de saúde.

O sono precisa ser levado a sério

Ter o sono ruim não é apenas uma consequência do envelhecimento — é um fator que acelera esse processo. A má qualidade do sono pode agravar doenças como diabetes, depressão e artrite, além de comprometer o equilíbrio hormonal, a imunidade e o humor.

Por isso, os autores do estudo fazem um alerta: é hora de tratar o sono com a mesma importância dada à alimentação saudável, à prática de exercícios e ao controle de medicamentos.

O que você pode fazer desde já

Então, se você deseja melhorar significativamente a qualidade do seu sono, descubra pequenas mudanças simples no seu estilo de vida:

  • Evite telas antes de dormir: A luz azul de celulares e TVs atrapalha a produção de melatonina.
  • Crie uma rotina de sono: Dormir e acordar no mesmo horário regula o relógio biológico.
  • Reduza cafeína e álcool à noite: Ambos afetam o ciclo natural do sono.
  • Pratique atividades relaxantes: Meditação, leitura leve ou banho morno ajudam a desacelerar.
  • Converse com seu médico: Se você depende de remédios para dormir, questione sobre alternativas mais seguras.

O sono não é luxo — é uma necessidade vital. E, como o estudo revela, negligenciar a qualidade do sono pode custar sua autonomia no futuro. Cuidar do sono hoje pode ser a chave para um envelhecimento mais saudável, ativo e independente amanhã.

Imagem de Capa: Canva

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