A recente e trágica morte da cantora Karen Silva, ex-participante do The Voice Kids, aos 17 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, acendeu o alerta para uma realidade preocupante: o AVC também acomete jovens, especialmente mulheres, e muitas vezes está associado a fatores de risco evitáveis.
Embora o AVC seja frequentemente associado à população idosa, dados recentes mostram que cerca de 13% dos casos ocorrem entre adultos jovens, com idade entre 18 e 50 anos. A tendência é crescente, especialmente em países em desenvolvimento, segundo a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
Essa condição pode atingir pessoas de qualquer idade. Em crianças e adolescentes, é conhecida como AVC infantil, sendo mais comum entre meninos com menos de cinco anos. Já entre os jovens adultos (18 a 45 anos), os casos de AVC isquêmico representam aproximadamente 75% do total, de acordo com estudos médicos internacionais.
O fator de risco mais crítico para mulheres jovens é a combinação entre tabagismo e o uso de anticoncepcionais hormonais.
Uma meta-análise com mais de 700 mil jovens adultos, publicada no Journal of Stroke e apoiada pelo National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI), revelou que mulheres com menos de 35 anos têm 44% mais chances de sofrer um AVC isquêmico em comparação com homens da mesma faixa etária.
• Enxaqueca com aura
• Trombofilias hereditárias (tendência à formação de coágulos)
• Histórico familiar de doenças cardiovasculares
Fatores de risco tradicionais:
• Hipertensão arterial
• Dislipidemia (colesterol elevado)
• Diabetes
• Tabagismo
• Obesidade
Hábitos de vida e condições associadas:
• Consumo excessivo de álcool
• Uso de drogas ilícitas
• Sedentarismo
• Estresse crônico
• Doenças cardiovasculares precoces
• Exposição à poluição e altas temperaturas
Fatores específicos em mulheres:
• Uso de anticoncepcionais hormonais
• Enxaqueca com aura
• Gravidez (especialmente pré-eclâmpsia)
• Terapias hormonais
• Transtornos autoimunes, como lúpus
O AVC não escolhe idade. No entanto, com o conhecimento correto e mudanças nos hábitos de vida, é possível reduzir significativamente o risco, especialmente entre as mulheres jovens. Veja as principais medidas de prevenção:
• Abandonar o cigarro
• Praticar atividades físicas regularmente
• Controlar a pressão arterial e o colesterol
• Reduzir o estresse e manter saúde mental em dia
• Evitar automedicação, especialmente com hormônios
• Consultar um médico antes de iniciar o uso de anticoncepcionais hormonais, principalmente se houver histórico familiar de doenças cardiovasculares
Imagem de Capa: Karen Silva
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