O furacão Melissa intensificou-se rapidamente durante o fim-de-semana e já está classificado como Categoria 5, com ventos sustentados de até cerca de 280 km/h – ou seja, trata-se de uma das tempestades mais fortes registadas no Atlântico.
O fenômeno segue em direção à ilha da Jamaica, onde o impacto previsto leva as autoridades locais a mobilizarem-se com urgência máxima.
De acordo com o National Hurricane Center (NHC), Melissa transformou-se numa tempestade de Categoria 5 enquanto se aproximava da Jamaica, o que é extremamente raro.
A previsão aponta para o impacto na Jamaica na manhã de terça-feira (hora local da ilha), com o centro da tempestade passando muito próximo à ilha ou sobre ela, segundo sites de meteorologia.
A sua velocidade de deslocamento é muito reduzida — por vezes inferior a 5 km/h — o que favorece que os ventos fortes, as chuvas torrenciais e o fenômeno de ondulação costeira se prolonguem por horas ou até dias numa mesma região.
As autoridades jamaicanas já avisaram que esta pode ser a tempestade mais destrutiva que o país alguma vez enfrentou. Entre os principais perigos estão:
• Ventos extremos capazes de destruir infra-estruturas frágeis, derrubar árvores e linhas de eletricidade.
• Chuvas intensas — o NHC estima entre 380-760 mm na Jamaica, com máximos locais de até 1 000 mm.
• Risco elevado de deslizamentos de terra e inundações repentinas, em especial nas regiões montanhosas da ilha.
• Maré de tempestade (storm surge) nas zonas costeiras: é esperada uma subida do nível do mar de até cerca de 4 metros em áreas vulneráveis.
Antes do impacto completo do furacão, já se registaram algumas vítimas: na Jamaica, pelo menos três pessoas morreram durante os preparativos para a chegada do furacão. Em outras ilhas do Caribe — como o Haiti e a República Dominicana — também foram reportados óbitos associados à tempestade ou aos seus efeitos antecipados.
As evacuações foram ordenadas em várias zonas vulneráveis da Jamaica, mais de 800 abrigos foram abertos e o governo alertou para que os residentes permaneçam em segurança e sigam as recomendações oficiais.
Tempestades de Categoria 5 são muito raras no Atlântico — representam apenas cerca de 4 % dos ciclones tropicais. No caso da Jamaica, nenhum furacão de Categoria 5 havia sido registado diretamente sobre a ilha desde que se mantêm registos em meados do século XIX.
O rápido fortalecimento de Melissa está associado às elevadas temperaturas das águas do mar no Caribe, algo que os cientistas relacionam com o aquecimento global — o que facilita que tempestades se intensifiquem rapidamente.
Desta forma, este é um momento crítico para a Jamaica e as regiões circundantes. A tempestade Melissa representa um evento histórico e de risco extremo — a sua estrutura, trajetória e intensidade fazem dela uma das maiores tempestades já registadas no Atlântico até hoje.
Imagem de Capa: NESDIS Satellite Services Division (NOAA)
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