Reflexão

Eu escolho me afastar de quem se sente confortável em me magoar, pedindo a Deus a valentia de me amar em primeiro lugar

Eu gostaria de acreditar que é possível aprender muita coisa nessa vida sem sofrer. Gostaria de crer que, mesmo sem conhecer as perdas, saberíamos valorizar os ganhos. Porém, infelizmente não é assim. Infelizmente, muita coisa a gente só vai realmente aprender quando a vida nos der uma rasteira. Quando formos frustrados, quando tivermos nossos tapetes puxados, quando nossos sonhos forem confiscados, quando sentirmos dor, quando experimentarmos o sofrimento.

Porém, não precisaria ser assim. Bastaria olhar para o lado e enxergar o que são problemas reais. Bastaria sair de nosso mundinho e perceber o que algumas pessoas enfrentam, as cruzes que carregam, os padecimentos que atravessam. Bastaria haver empatia. Bastaria poupar – a nós mesmos e aqueles que convivem conosco- de nossos pequenos draminhas cotidianos, de nossos ressentimentos e frustrações, de nossas vingancinhas desnecessárias.

“Não espere alguém te magoar de verdade para perceber que esteve colecionando pequenos ressentimentos desnecessários.”

Não espere que o tempo lhe dê problemas reais para que você perceba que sofreu tanto por problemas imaginários. Não espere alguém te magoar de verdade para perceber que esteve colecionando pequenos ressentimentos desnecessários. Não espere a infelicidade bater na sua porta para perceber que era feliz e não sabia.

Pare de carregar os pequenos probleminhas do dia a dia numa mala, como se eles fossem importantes. Não são. Pare de criar caso com quem não pensa igual a você, como se você pudesse controlar tudo. Você não pode. Pare de deduzir, de tirar conclusões precipitadas, de tentar decifrar o que vai no coração do outro. O que o outro sente, pensa e deseja, só ele sabe. Batalhe pela felicidade em vez de ficar tentando achar bodes expiatórios para a infelicidade. Não perca o sono por quem te faz mal e desista de reagir à altura de quem te magoa por nada e faz tempestades em copo d’água por problemas imaginários.

“Eu escolho a ousadia de querer ser feliz todos os dias e insisto em deixar o sofrimento para os momentos realmente dolorosos.”

Eu escolho tornar a minha vida algo bom. Eu escolho as batalhas que quero travar e me demito dos pequenos desgastes que não levam a nenhum lugar. Eu escolho quem estará nas trincheiras ao meu lado, e me permito selecionar meus afetos. Eu escolho a ousadia de querer ser feliz todos os dias e insisto em deixar o sofrimento para os momentos realmente dolorosos. Eu escolho me comprometer com a coerência, com o discernimento entre o mimimi e o preocupante, com o bom senso de separar dores reais de dores imaginárias. Eu escolho me habitar com serenidade e gentileza, descobrindo que os embates desnecessários são totalmente irrelevantes e descartáveis. E, acima de tudo, eu escolho me afastar de quem se sente confortável em me magoar, pedindo a Deus a valentia de me amar em primeiro lugar.

Por: Fabíola Simões

Sábias Palavras

Relaxa, dá largas à tua imaginação, identifica-te!

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