Recentemente, estudos apontaram que a longevidade humana tem um limite, mesmo com hábitos saudáveis e avanços médicos. De acordo com cientistas, o ser humano pode viver, no máximo, entre 120 e 150 anos.
Pesquisadores da empresa de biotecnologia Gero (em Singapura) e do Roswell Park Comprehensive Cancer Center (nos EUA) analisaram dados de centenas de milhares de pessoas usando inteligência artificial.
Dessa maneira, eles descobriram que, com o tempo, o organismo perde a capacidade de se regenerar — algo conhecido como “resiliência biológica”.
Mesmo os indivíduos mais saudáveis, que mantêm uma boa alimentação, praticam exercícios físicos e fazem acompanhamento médico regular, enfrentam uma queda inevitável na capacidade do corpo de se recuperar de lesões ou doenças.
Assim, limitando a expectativa em torno de 150 anos, no melhor dos cenários.
Mesmo com todo o avanço tecnológico, os especialistas afirmam que é improvável viver mais de 150 anos nos próximos anos. Medicamentos e terapias genéticas podem retardar o envelhecimento, porém, essas inovações ainda não estão amplamente disponíveis nem foram totalmente comprovadas em humanos.
Na Europa, pesquisadores analisaram registros de 75 mil mortes ao longo de 30 anos. O resultado foi semelhante: a idade máxima registrada para mulheres é de 115,7 anos, e para homens, 114,1.
Segundo o professor John Einmahl, um dos autores do estudo, apesar do aumento da expectativa de vida média, o limite máximo não mudou nas últimas décadas.
“Há um teto claro para o tempo que um ser humano pode viver. Isso não é expectativa de vida, é tempo de vida máximo”, explica.
Apesar dessas conclusões, algumas pessoas conseguiram ultrapassar esse limite teórico. A francesa Jeanne Calment é o maior exemplo: viveu até os 122 anos, falecendo em 1997.
Já Maria Branyas Morera, que morreu aos 117 anos, sobreviveu à gripe espanhola e à pandemia de COVID-19. Sua receita para a longevidade incluía “tranquilidade e evitar pessoas tóxicas”.
De acordo com registros oficiais, atualmente, a pessoa mais velha do mundo, Ethel Caterham, possui 115 anos. Ela atribui sua longa vida ao hábito de “não discutir com ninguém” e seguir sua própria vontade.
A ciência ainda não encontrou um caminho seguro para ultrapassar os 150 anos. Por enquanto, o foco continua sendo a qualidade de vida e o envelhecimento saudável. Embora a ideia de viver dois séculos pareça fascinante, ainda estamos longe de transformar isso em realidade.
Imagem de Capa: Canva
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