Imagine que 2036 será um grande marco espiritual capaz de reconfigurar toda a trajetória da humanidade. É isso o que sugerem interpretações de uma passagem de O Livro dos Espíritos, a obra base inaugural da codificação e da doutrina espírita, publicada em 1857, em Paris, por Allan Kardec.
A intenção da suposta profecia de Allan Kardec não é assustar ou causar pânico entre as pessoas, e sim revelar sobre o futuro das religiões e da evolução espiritual. A codificação começou em 1856 e é partir desse período que podemos encontrar registros sobre a profecia.
Diferente de outros livros religiosos ou filosóficos da época, O Livro dos Espíritos foi escrito como um grande diálogo em forma de perguntas e respostas. Allan Kardec elaborava perguntas sobre temas espirituais, científicos, morais e filosóficos e os Espíritos (através de médiuns) respondiam, e Kardec organizava essas respostas de maneira lógica.
Por isso, ele é estruturado em questões numeradas: começa na questão 1 e vai até a questão 1019. Cada uma delas contém uma pergunta feita por Kardec e a resposta recebida dos Espíritos.
O trecho de O Livro dos Espíritos que fala sobre a profecia, a questão 798, apresenta uma visão ousada: com o tempo, o Espiritismo tenderá a se tornar uma crença generalizada.
Allan Kardec afirma que as transformações espirituais profundas não ocorrem de modo abrupto. Elas acontecem ao longo de duas a três gerações, que vão enfraquecendo gradualmente o “fermento da incredulidade”, até que este desapareça por completo.
Desta forma, se considerarmos uma geração como aproximadamente 60 anos, observa-se um ciclo desde o início da codificação (1856) até o ano 2036.
Ciclo proposto:
• 1856–1916: primeira geração;
• 1916–1976: segunda geração;
• 1976–2036: terceira e última fase do ceticismo.
Assim, 2036 representa um ponto crítico: o momento em que o ceticismo deve ser historicamente superado.
Algumas interpretações complementam a profecia com conceitos como “exílio planetário”, que simbolizaria o fim do ceticismo e o início de um processo de mudança espiritual profunda.
Após esse ponto decisivo, seguiria-se um período de consolidação moral e espiritual. Projeções apontam para 2052 como o ano da chamada Terra Regenerada, onde predominará o altruísmo, a paz e uma maioria significativa de espíritos evoluídos encarnados.
Se queremos ou não aceitar a previsão, cabe a cada um ponderar. O que importa é reservar um espaço para a reflexão sobre:
• Nosso papel na transformação social e espiritual;
• A evolução interior como motor de mudança global;
• Como nossas escolhas individuais podem influir no rumo coletivo.
A profecia de Allan Kardec para 2036 pode não ser um alarmismo — é antes um chamado à esperança e à responsabilidade. Estamos diante de um panorama de regeneração que exige paciência, espírito crítico e ação consciente.
Imagem de Capa: Canva
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