As respostas que tanto buscamos, muitas vezes, só são encontradas quando arriscamos sair da nossa zona de conforto. Faça as malas e pé na estrada.

Os questionamentos existenciais são feitos desde os tempos mais remotos, mas eles nunca estiveram tão presentes como nos dias atuais. É comum encontrar jovens em fase pré-vestibular, assim como adultos já formados e com carreiras estáveis, vivendo a mesma angústia: “que rumo devo dar para a minha vida?”.

Sentir essa sensação é muito mais do que uma dúvida de escolha profissional, e sim, uma questão que envolve a busca pelo autoconhecimento. Com a complexidade de informações do mundo moderno, além dos medos e das cobranças impostas socialmente, muitas vezes temos a impressão de que perdemos a nossa identidade. Ou pior, de que ainda nem a encontramos.

Mesmo que essas incertezas existam, não podemos permitir que elas nos imobilizem. Nesse momento, é fundamental criar coragem e tomar uma atitude. Caso você esteja passando por uma situação semelhante, deve estar se perguntando “Mas qual atitude?”, e eu, então, sugiro: Viaje!

Mas primeiro, é preciso lembrar que viajar não é apenas sinônimo de férias ou veraneio. Muito menos uma desculpa para fugir dos seus problemas. Pelo contrário, viajar pode ser um ótimo convite para a reflexão. E não importa se o destino escolhido será dentro ou fora do país, se vai durar alguns dias, meses ou mais. O importante é sair do “casulo”, libertar-se da rotina previsível, dos hábitos cotidianos, das raízes que aprisionam.

Quando viajamos, nos sentimos mais livres e independentes. Longe de casa, o nosso estilo de vida torna-se mais solto e curioso, sem chance para muita frescura. Os nossos sentidos ficam mais aguçados e estamos abertos para vivenciar novas experiências, sentimentos e emoções. Perdemos o receio de conversar com um desconhecido, provamos novas comidas e degustamos sabores que nem sabíamos que existiam.

Descobrimos lugares surpreendentes, admiramos novas paisagens, exploramos novos costumes. São nesses momentos que colocamos à prova a nossa ousadia e atrevimento, aflorando a nossa coragem e o nosso espírito aventureiro. Isso fortalece a autoestima e nos dá mais confiança.

Não vou dizer que fazer uma viagem é a solução para todas as nossas questões existências, mas é um meio de olhar para dentro de nós mesmos e entrar em contato com a nossa verdadeira essência. Geralmente, são nessas horas que surgem inspirações e insights que podem mudar a nossa forma de ver o mundo, além de ser uma boa chance para avaliar se estamos seguindo o caminho certo ou se devemos recalcular a rota das nossas vidas!

Escrito por Cláudia Zalaquett
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