Vínculos sinceros

Em sua maioria, são da época do colégio, outros eram vizinhos, alguns do prédio da praia onde passava as férias; pessoas que, mesmo sem contato por anos, hora ou outra você lembra e lembra com carinho, sente saudade; algo remete àquela amizade: um acontecimento, uma música, um lugar, um conhecido em comum…

As pessoas podem estar diferentes, ter mudado o corte de cabelo, o estilo de se vestir, o estado civil e terem filhos, mas a maneira de olhar, de falar, a expressão, o sorriso permanece e, para espanto da maioria, reconhecemos e somos reconhecidos com facilidade.

É como se tivessem se visto ontem, não falta assunto, você pode dizer o que sente e pensa e está preparado para ouvir, podem desabafar, falar da família sem precisar explicar quem é quem e você, certamente, se coloca no lugar do outro, se emociona e prontamente se dispõe a ajudar no que for preciso.

Dificilmente, porém possíveis, vínculos mais fortes e sinceros surgirão; estes, construídos na infância são de um convívio consistente, sincero, em uma fase que ainda não era preciso vestir máscaras ou posicionar-se para estar dentro de algum  padrão, então, espontaneamente, as pessoas definem seus verdadeiros laços, por afinidade, caráter, ideias e ideais comuns.

Acredite. Mesmo passada uma década, ou mais, quando você reencontrar um amigo, pessoalmente ou não; você vai sorrir naturalmente, a sensação de bem estar vai tomar conta de você, a verdade das palavras será sentida. Não estranhe quando se emocionar e for contagiado pela vontade de abraçar demoradamente…

TEXTO DEAna Carolina Rosalino
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