Eu sempre quis ser importante. É legal saber que, “depois que eu morrer”, eu vou deixar algo para trás e as pessoas vão se lembrar de mim. É legal criar um impacto que vai mudar o mundo quando você já não estiver aqui.

Mas talvez as coisas importem de um jeito diferente do que a gente pensa. Talvez tudo importe porque nada importa.

Deixa eu explicar:

1. Opiniões

Nenhuma das suas opiniões importa. E todos os seus ‘fatos’ estão errados. Eu conheço várias coisas, mas em qualquer tópico existem pessoas que vão saber 1000x mais que eu. Logo, se eu tenho uma opinião formada sobre uma dessas coisas, essas opiniões não são importantes ou são, pelo menos, inofensivas. E ninguém vai concordar comigo, de qualquer forma.

Por exemplo: suponhamos que o namorado da sua amiga, está traindo. Você diz: “você devia largar ele”. Será que ela vai? Talvez sim, talvez não. Mas isso independe da sua opinião. E se ela ficar, as chances são de que ela não será mais sua amiga.

“Ah sim, você está certo. Eu vou mudar meu volto” – é uma frase que nunca foi dita por ninguém.

2. A morte

Como um todo, nós nos preocupamos muito com a morte. “Não mate os fetos, não mate pessoas velhas que querem morrer”… E eu não entendo.

Existem dois tipos de pessoas: as que acreditam no céu e as que acreditam que não existe nada depois que morremos. Se você acredita em céu – porque não deixar as pessoas morrerem? Com certeza é melhor “lá em cima” do que aqui.

E se você acredita que nada existe, o que importa para quem vai morrer? Ele ou ela nem vão saber!

3. A opinião alheia

Por mais que as pessoas digam, na maioria das vezes ‘dói’ quando alguém não gosta de você. Se alguém me escreve um e-mail maldoso, eu não gosto.

Tenha um princípio para viver. Por exemplo, vontade e honestidade motivam suas atitudes sobre tudo, e são valores importantes que você segue. Siga o que você pensa e não o que os outros dizem. Nada de professores, patrões, parentes ou ficantes. Seu princípio. Viva-o e ame-o.

Assim, se alguém tiver algo de ruim para falar sobre você, não vai importar. Você não precisa discutir com eles, talvez eles tenham um princípio que os leva a não gostar de você. Mas o seu princípio te protege das opiniões quando você sabe que você fez o certo.

4. Família

Nós temos parentes, sobrinhos, primos, crianças, etc etc etc. Mas no fim das contas, “diga-me com quem tu andas que eu direi que és”.

Não importa se essas pessoas são da sua árvore genealógica ou não. “Com quem tu andas” são as pessoas que te amam e te apóiam. Essas são as pessoas que trazem o potencial em você.

5. Pertences

Eu tenho duas roupas chiques, um celular e um computador. Eu abri mão do meu aluguel, de arte, roupas, livros, TVs, louças, colecionáveis e álbuns de fotos. Tudo.

Eu sinto falta? Claro!

É ok sentir falta, mas são apenas coisas para te segurar a algo – que na maior parte das vezes não tem tanto valor assim. É libertador!

Ok, então… O que importa?

Beber água todos os dias… E se você quiser, fazer algo para espairecer.

Ser gentil.

Ser gentil consigo mesmo.

 

Escrito em Entre Todas As Coisas.

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