Uma cabeça que não para de pensar

Às vezes, me pego rindo sozinha por causa dos tantos caminhos malucos que a minha cabeça percorre sozinha. Com o que rola aqui dentro poderia ser filmado um novo filme de Hollywood, sério. E desculpe a falta de modéstia, mas seria digno de Oscar!

Tem horas que parece que os pensamentos se agrupam assim como o trânsito caótico das dezoito horas na cidade grande. É buzina pra cá, buzina pra lá, congestionamento de um lado, correria do outro, uma pressa doida para chegar e várias batidas inesperadas.

Aqueles que moram na Zona Leste acabam se encontrando com os da Zona Sul e, por vezes, mesmo atrasados e preocupados com seus próprios problemas, não é que tiram um tempinho para trocar algumas palavras? A conversa nem precisa ser longa, mas é suficiente para que continuem seus caminhos com um pouquinho daqueles que acabaram de deixar para trás.

E aí a ideia cria asas, o achismo vira certeza e a incerteza se torna uma nova hipótese.

Tudo acontece nas mais diferentes formas e quantas vezes eu permitir. O descabido começa a caber. O inesperado se dá sem o menor esforço. O que parecia maluco simplesmente acontece da forma mais natural de todas.

A maior bagunça do mundo dentro de uma caixinha mágica, que mora apenas dentro de mim.

E isso todos os dias. O tempo inteiro é um vai e vem de opiniões, conhecimentos, suposições, fantasias e reflexões trombando entre si, trocando figurinhas, formando times e (bom, é forte mas essa parte não pode ser ignorada!) também deixando de existir para darem lugar a versões atualizadas de mim mesma.

E, de repente, num destes momentos onde todos parecem acertar os pontos, me dá aquele estalo genial.

Aquele pensamento, que já cruzou todas as avenidas e esquinas da minha cabeça e que parecia não achar um caminho bom o bastante para chegar até o seu destino, simplesmente encontra um mapa na casa das experiências anteriores, troca uma ideia com a criatividade e vê, na espuma do smoothie que eu tomo agora, uma nova solução.

E para quem olhava de fora, parecia que eu estava apenas experimentando o novo sabor de morango com iogurte enquanto cantarolava aquela música antiga…

Eu não disse que a minha cabeça não para de pensar?

FONTEDepois Dos Quinze
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