Sou o tipo de mulher que você precisa – e ainda não sabe

Eu não sou o tipo de mulher que você procura. É, eu já andei investigando as suas preferências e, sério, não me enquadro – o que, pra mim, é uma grande pena (dessas que caem assim de leve e o vento leva pra onde quer, depois de uma queda bem alta de um pássaro que voava com muita esperança). Não faço o tipo boneca, não sou menina, também não sou mulher. Eu não sou do tipo que finge gostar do que você gosta só pra te agradar. Não gosto da sua banda preferida. Mas, sei lá, de repente a gente pode ir a um show juntos. Que tal? Não sou fã do esporte que você pratica, mas estou sempre lá torcendo por você. Não assisto àquele programa de TV que você tanto fala, mas posso te escutar contar cada detalhe por um dia inteiro. Sou apenas uma garota sem graça, talvez, tentando roubar alguns centavos da sua atenção. Talvez seja um erro, sei lá, mas não sei forçar nada. Não sei fingir, você sabe bem que não. E é aí que eu me ferro, pra variar. Falo demais e você, de menos. Sou meio direta e você prefere esconder o jogo – se é que há um jogo. Convenhamos, você me confunde.
É certo, não faço o seu tipo, mesmo que você tenha cara de namorado e que digam por aí que a gente combina. Eu quero que você me note pelo que eu sou de verdade, pelo que eu guardo por dentro. Quero que goste do meu avesso, onde eu coleciono suas melhores risadas. Eu quero que você goste de ler o que eu escrevo, mesmo quando minhas palavras parecerem não ter sentido. Quero que se sinta em cada linha desajeitada que eu dedico aqui, pra você. Eu não sou o tipo de mulher que você procura, mas sou o tipo de mulher que você precisa – e ainda não sabe.
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