Sou aquele tipo de pessoa que parece cada vez mais estar em extinção.

Eu sou aquele tipo de pessoa que às vezes se preocupa mais com o outro do que consigo mesmo, aquele tipo que tem um medo danado de machucar alguém, que muitas vezes prefere se machucar e amadurecer com isso que se tornar a decepção de alguém. Sou aquele tipo de pessoa que em um relacionamento procura ser sempre sincero e transparente e por isso espero que o outro, seja no mínimo, sincero também. Eu sou aquele tipo de pessoa que, mesmo com medo, se envolve, mesmo com receio e uma certa insegurança, paga pra ver no que vai dar. Às vezes acaba dando em alguma coisa, outras vezes não dá em absolutamente nada. E paciência! Eu sou aquele tipo de pessoa que por mais que esteja machucado e decepcionado com as pessoas, não desconta as frustrações nos próximos amores. Eu sou aquele tipo de pessoa que não tem mais paciência pra flertar pela Internet. Aquele papo de: “Oi tudo bem? quanto anos? faz o que da vida?” Acho cansativo demais. Sou aquele tipo de pessoa que gosta da naturalidade das coisas. De esbarrar em alguém, trocar olhares, puxar um assunto. Aquela coisa bem antiga e clássica, sabe? Talvez eu seja aquele tipo de pessoa que parece cada vez mais estar em extinção. Sou aquele tipo de pessoa que não consegue entender porque as pessoas costuma sumir da vida das outras e deixar o outro se virando com a saudade sozinho. Eu sou aquele que, mesmo depois de um fim, consegue enxergar que valeu a pena. Aquele tipo de pessoa que prefere agradecer por ter vivido, ensinado e aprendido com o outro, que simplesmente ignorar tudo e seguir em frente. Sou aquele tipo que pensa que pra seguir em frente, eu preciso antes dizer ao outro o quanto ele foi importante pra mim e não fugir do outro e deixar que ela se vire com as expectativas que construiu, com a saudade e todo o resto. Confesso que muitas vezes eu sumi, desejei que o outro ficasse bem mesmo sabendo que não ficaria e fui embora, muitas vezes fui aquela pessoa que ligava o ”foda-se” pro sentimento do outro e ia embora como se nada tivesse valido a pena. Mas ainda bem que o tempo passa, novas pessoas chegam em nossas vidas, a vida ensina e gente sempre aprende mais.
Hoje sou aquele tipo de pessoa que não gosta de sumir da vida das outras pessoas sem dizer nada, que sente necessidade de conversar e falar ao outro o porque de estar indo embora. Sou aquele tipo de pessoa que, por mais que não seja obrigado a nada nessa vida, se preocupa com os sentimentos do outro. Aquele tipo de pessoa que leva como um mantra pra vida aquele velho ditado: ”Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.”

Sou aquela pessoa difícil de me apaixonar por alguém, mas quando se apaixona dá tudo de si, mergulha de cabeça sem nem conferir a profundidade do outro, porque se não for pra ser intenso, se não for pra sentir, eu nem me dou o trabalho de me integrar por inteiro. Eu sou aquele tipo de pessoa que geralmente se fode quando se trata de amor, mas que mesmo esbarrando em pessoas rasas e tropeçando em gente superficial demais continua de pé e acreditando no amor, acreditando que um dia irei esbarrar em alguém intenso, inteiro e interessante.

Eu sou aquele tipo de pessoa que dizem por aí estar cada vez mais difícil de encontrar e que prefere seguir firme e forte, sendo sincero com o outro e consigo mesmo, se preocupando consigo e principalmente com o outro porque as pessoas não são produtos, as pessoas possuem sentimentos e eu não quero ser só mais uma pessoa escrota nesse mundo que está cada vez mais difícil encontrar alguém foda.

Porque eu prefiro ser aquele tipo de pessoa que o outro agradeça por ter conhecido do que ser alguém que o outro comemore por ter ido embora.
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