Sobre conceitos, preconceitos e esteriótipos

Não é o sorriso manhoso ou o olhar provocante que ela solta pra meio mundo de gente sem se preocupar em quem vai atingir. Não é o fato de preferir andar sozinha, comprar a própria bebida e entornar várias doses. Nem o jeito engraçado que dança ou os abraços que distribui por aí. Não são os lugares que frequenta ou os olhares que lança. Nada disso. O problema dela é outro.

Não é o perfume doce nem a preferência por bebidas fortes. Nem aquela olhadinha de banda, nem esse ar de dominante que ela tem. Nem a mania de falar o que quer, fazer o que quer, na hora que bem entende. Não, não, a questão não é essa.

Não é a inteligência quase agressiva, a aparente força, a falta de vontade de fazer isso e aquilo. Nem a maquiagem marcada nos olhos. Nem o decote notável. Nem a dança desenvolta. O ar de rainha ou a forma como ela parece querer estar com todo mundo ao mesmo tempo.  Não, não, não!

Não venha você me dizer que o problema dela é esse.

Sabe por que? Porque o problema dela é exatamente o contrário do que você pensa. Ela não é de todo mundo, cara. Aquela moça não é de ninguém.
Absolutamente ninguém.

TEXTO DEMaria Midlej
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