Segurança ou insegurança demais podem derrubá-la em 5 aspectos da vida

1/12: “A ansiedade é um fator essencial de proteção à vida. O modo como aprendemos a controlá-la e a lidar com o medo definirá nossas atitudes como seguras ou inseguras”. A frase é da psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira e define bem o que vamos falar a seguir: inseguros além da conta e autoconfiantes excessivos podem ter aspectos da vida influenciados negativamente.

2/12: INSEGURANÇA AMOROSA: quem nunca ouviu dizer que uma dose de insegurança no amor é um bom tempero para a relação? Mas não confunda zelo com ciúme. “A dose certa é aquela que mantém o casal sempre motivado a manter um bom relacionamento. Relações baseadas em desconfiança não sobrevivem, pois não são tranquilas”, explica a psicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia. A especialista diz que os inseguros desenvolvem características possessivas, como vigiar o celular e as redes sociais do par. “Pessoas assim precisam ser independentes do amor do outro e entender que podem ser felizes sozinhas. Para tratar esses casos, a psicoterapia é mais eficaz, pois é difícil abrandar esse sentimento sem ajuda”

4/12: INSEGURANÇA SEXUAL: disfunções sexuais são os principais sinais de que a insegurança em relação ao sexo é exagerada. Nos homens, a preocupação com a performance na cama e com o tamanho do pênis podem provocar a ejaculação retardada, por exemplo. Para elas, ter vergonha do corpo pode dificultar a excitação e a lubrificação, causar dor durante a penetração (vaginismo), entre outros problemas. O homem sofre com a cobrança de sempre estar pronto para transar. A mulher se martiriza por não atingir o ideal de corpo perfeito. “Tudo isso prejudica a autoestima sexual”, afirma a sexóloga Sônia Eustáquia

5/12: INSEGURANÇA SOCIAL: a insegurança social patológica dificulta as relações interpessoais e atrapalha vários aspectos da vida. “Pode resultar em dificuldade de receber críticas ou dependência emocional”, exemplifica Mara Lúcia Madureira, psicóloga cognitivo-comportamental. Uma dica para ter mais confiança: relembre situações nas quais você agiu de modo inseguro e analise os comportamentos que você considerou inadequados. Visualize a cena novamente, mas imagine-se tomando atitudes mais confiantes. O cérebro registrará a nova cena e, no futuro, terá disponível uma estratégia mais eficiente do que a tomada no passado

6/12: INSEGURANÇA PROFISSIONAL: para José Estevam Salgueiro, professor de psicologia do trabalho da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, o ritmo de trabalho atual gera pressão, ameaça psicossocial e insegurança constante. “Estamos submetidos ao excesso de trabalho e assumimos funções que não são nossas para preservarmos nossos empregos. Todos sofrem com isso, independentemente do cargo”, diz. “Para ter uma carreira, passamos a ficar estressados e irritados continuamente, levando a doenças psíquicas”. Com isso, de acordo com a psicóloga Mara Lúcia Madureira, o progresso profissional fica comprometido. “A solução é tomar consciência das consequências da sobrecarga de trabalho e buscar meios para mudar esse quadro”, diz ela

7/12: “A ansiedade é um fator essencial de proteção à vida. O modo como aprendemos a controlá-la e a lidar com o medo definirá nossas atitudes como seguras ou inseguras”. A frase é da psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira e define bem o que vamos falar a seguir: inseguros além da conta e autoconfiantes excessivos podem ter aspectos da vida influenciados negativamente. Por Thais Carvalho Diniz, do UOL, em São Paulo

8/12: SEGURANÇA AMOROSA: segundo a psicóloga Sônia Eustáquia, se a autoconfiança elevada não for uma característica de ambos os parceiros, é bem provável que a relação não dê certo. “Aquele que se sente autoconfiante no relacionamento amoroso pensa que não precisa zelar pelo par nem cogita perdê-lo”. A especialista diz que existem os que usam a autoconfiança como estratégia para tornar o par inseguro. “É uma atitude perversa e que não leva a nada construtivo. Quem ama deve ser espontâneo, não estrategista”, diz. Mas é difícil que essas pessoas reconheçam que têm essas características. Mesmo assim, o parceiro pode tentar resolver a questão com diálogo, expondo como se sente

9/12: SEGURANÇA PARENTAL: segundo Ana Laura Schliemann, professora-doutora em psicologia da PUC-SP, não é possível ser totalmente seguro quando se trata de paternidade. “Os que dizem ser assim, normalmente, são os autoritários. Estabelecem regras sem explicar os motivos e, por isso, não conseguem construir uma relação de confiança com os filhos”, afirma. Ana Laura diz que pais equilibrados dialogam com os filhos e não são ditatoriais nem inseguros

10/12: SEGURANÇA SEXUAL: assim como no amor, quando o assunto é sexo, a autoconfiança excessiva só é positiva quando ambos apresentam essa característica. “Por mais que se sintam superiores na hora do sexo, um não esquece do outro e podem travar uma competição de poder excitante”, afirma Sônia Eustáquia. Mas há um porém: pessoas com a autoestima nas alturas costumam ser egoístas e frustram parceiros que não têm as mesmas características

11/12: SEGURANÇA SOCIAL: todo extremo é arriscado e, na vida social, ser seguro demais pode afastar as pessoas. “Os riscos são vários: subestimar o perigo, tornar-se imprudente, presunçoso, arrogante e incapaz de respeitar a opinião alheia ou aceitar críticas”, lista a psicóloga Mara Lúcia Madureira. Quando são menosprezados, acabam expondo suas vulnerabilidades, pois superestimam a si próprios

12/12: SEGURANÇA PROFISSIONAL: você já se deparou com um colega que se acha o maioral, dono das melhores ideias e criador das mais engraçadas piadas? A segurança é estimulada no ambiente corporativo, mas dosá-la é essencial para não se tornar pedante. “Os exagerados criam um clima negativo, não sabem trabalhar em equipe, supervalorizam a competitividade e dificilmente aceitam críticas”, explica José Estevam Salgueiro, professor de psicologia do trabalho da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. “Mas existe, também, o autoconfiante defensivo, que demonstra ter autoestima elevada por sentir-se constantemente ameaçado”, diz

FONTEMulher UOL
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