Se perca, mas não antes de se achar

Quem nunca sentiu uma vontade súbita de fugir?

Fugir da sala de aula, daquele encontro péssimo, daquela balada, daquela cidade, daquele país. Fugir de quem você está sendo naquele momento. Será que o problema é o lugar em si? Ou, nós mesmos, às vezes, não conseguimos lidar com o que temos aqui dentro, na nossa mente e no nosso coração? Me diz, como se foge do que levamos com a gente?

Fugindo. Mudar de lugar nos inspira a mudar interiormente, mudar o que não gostamos em nós mesmos. A impressão de ter uma vida novinha esperando lá fora traz a vontade de fazer diferente.

E aquela sensação de encontrar algo que nunca vimos nem sentimos, mas sabemos que está por aí, pronta pra nos encontrar? Fugir, ir atrás, buscar o que nos completa. Pode ser em um pôr-do-sol em Veneza, o cheiro ruim das ruas de Paris, o “não”, que agora é “sim”, aceitar o que perdemos quando queríamos tanto ganhar. Nos encontrar.

Já dizia John Lennon: “eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”. O que não podemos, jamais, é fugir da realidade, pra encontrar a felicidade.

Às vezes precisamos nos reinventar para aquietar a vontade de fugir. Até porque, do que adianta fazer as malas e colocar o pé na estrada se os problemas vão continuar acordando em nossas camas?

Se perder por aí só é uma opção para quem já se encontrou.

COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS