Se importar menos com a opinião alheia vai melhorar sua vida

Dê as costas a quem julga você. A felicidade está lá na frente, ó!

Quanto mais livre você quer ser, mais a dualidade entre ficar frustrada, mas não correr o risco de ser julgada versus ser julgada, mas se fazer feliz aumenta. A boa notícia: cada vez mais pessoas escolhem a segunda opção e mandam um belo dane-se para a opinião alheia. Um dos líderes não oficiais do movimento egoísta do bem é o autor best-seller do The New York Times e blogueiro Julien Smith. “Eu passei a maior parte da minha vida me preocupando com o que os outros iam pensar, se eu poderia ofendê-los, e me perguntando se estava sendo julgado”, diz. O canadense escreveu The Flinch (“O vacilo”, em tradução livre) justamente porque acredita que as pessoas têm que ser mais corajosas e enfrentar esses padrões preestabelecidos. “Não aguento mais. É estúpido e não faz bem: torna você um saco de pancadas. Eu, particularmente, tinha virado uma pessoa que nunca reagia ou tomava uma posição”, diz.

Bom, não é fácil, de uma hora para a outra, falar “Eu não ligo”. Mas não é à toa que há cada vez mais adeptas da vida sem se importar com a opinião alheia: é tão libertador que fica difícil pensar no que estão falando sobre você nas suas costas. Está a fim de largar o cargo de gerente na multinacional para abrir uma pousadinha no Nordeste? Desistir de um relacionamento que parece perfeito mas não faz mais você feliz? Cortar relações com aquela amiga que só se aproxima quando quer um favor seu? Julien ensina os passos para apertar o botão mágico que faz com que todas essas pessoas entrem no modo mudo na sua vida. É hora de começar a não dar a mínima….

1. Tem gente julgando você neste exato momento

Vamos encarar a realidade: algumas pessoas simplesmente não vão com a sua cara. E tentar agradar para conquistar a simpatia delas costuma ter o efeito exatamente oposto. Parece contraditório, mas, quanto mais você se importar só consigo mesma e se mantiver verdadeira a quem realmente é, mais vão precisar respeitá-la. Coloque limites. Crie uma barreira e diga (mentalmente, claro) “Daqui você não passa”. Os outros talvez não gostem desse tipo de autopreservação. Talvez digam que você é fria, indiferente, arrogante… E daí? Por que se importar com quem não se importa com você? Agir assim com colegas do trabalho, amigas, familiares e namorado é mais fácil do que pensa – afinal, você não escuta quando eles falam de você pelas costas. O complicado é lidar com aquelas pessoas no Facebook, Instagram, Twitter… Na internet, você ouve tudo. E, acredite, isso causa mais impacto. Porque reforça a sua paranoia de que todos no mundo lá fora secretamente a odeiam. O que, obviamente, não tem fundamento. A grande e libertadora verdade: a maioria das pessoas nem sequer sabe ou se importa que você existe. Consequentemente, não vão dar a mínima para o que você faz ou deixa de fazer. E o contrário também vale: você mesma só conhece um número restrito de gente, não é? Então desencane. Abrace essa ideia e se jogue.

2. Você não precisa de tantos fãs

Ok, a maioria das pessoas ignora sua existência. E algumas delas vão julgá-la não importa o que você faça. Que diferença faz? Quando os outros não gostam de você, nada acontece realmente. O mundo não acaba. Na verdade, ele é vasto o suficiente para você se jogar de cabeça e parar de pensar naqueles que guardam alguma birra contra você. Quanto mais os ignora e segue sua vida, mais vai ser feliz, acredite. Sabe quando dizem que a melhor vingança é uma vida bem vivida? Sim, é verdade – mas meia-verdade, precisamos dizer. Porque não dá para ter essa vida bem vivida se você está focada o tempo todo em descobrir quem são seus inimigos e o que eles podem ou não estar tramando. Não dar muita importância nem atenção às opiniões alheias é, no fim das contas, um requisito básico para poder viver bem (e, bom, se vingar… Não que você se interesse por isso, claro, já que está ocupada sendo você). Comece a praticar hoje mesmo.

3. O olhar mais crítico é o seu

Sabe aquela história do olho que tudo vê? É real. Existe, sim, um olho que está sempre prestando atenção nas coisas que você faz. E prontinho para jogá-la na fogueira da culpa por estar contrariando as regras que ele próprio cria. Só que esse olho não vem dos outros: ele é interno. Esse vigia foi vagarosamente construído pela sociedade e reafirmado pelas pessoas próximas (sim, sinto informar: às vezes seus amigos não deixam você ser… você). Está sempre checando comportamentos “inaceitáveis” e depois de algum tempo faz você acreditar que, obedecendo às normas dele, só está sendo “sensata”. Talvez por isso que, mesmo depois de todo mundo dizer que não tem problema transar no primeiro encontro – e você está muito a fim, o cara também-, ainda prefere esperar mais dois ou três… Vai que alguém fica sabendo? Olha só: isso é besteira. É uma prisão interna que não faz parte de como você é e só traz desconforto. Esse “olho” só fica forte porque você o alimenta. A parte mais engraçada: tudo o que esse suposto controlador pode fazer é observar.

4. Quem liga o f*#@-se muda o mundo

Calma, não literalmente. Mas muda aquilo que “os outros” trazem: julgamentos, opiniões não requisitadas, dedos apontados, fofocas… uma algema de pensamentos e palavras negativas que fazem você reconsiderar duas vezes antes de se jogar em algo que deseja muito. De ser você mesma. Se você tira do caminho essas coisas (que não importam mesmo), removendo-as da sua mente e focando no que precisa ser feito, e entende que seu tempo é limitado demais para se preocupar com o que os outros vão dizer, vai conseguir cruzar a linha de chegada. Senão, vai ser dissuadida a viver uma vida que simplesmente não é do seu interesse – uma vida que não é sua. Em determinado momento, é possível que você se sinta como a última bolacha do pacote, mas no mau sentido: aquela que fica quebrada e esfarelada e sempre sobra porque ninguém quer se sentir culpada por ter devorado a embalagem inteira. Talvez você se sinta sozinha, porque quem desafia normas preestabelecidas pode acabar irritando algumas pessoas. Só que todo mundo já passou por isso – inclusive as pessoas mais bem-sucedidas do mundo. Elas superaram. Você também vai superar.

COMO RECUPERAR O AMOR-PRÓPRIO

Depois de tanto tempo só fazendo o que seria bom para os outros, está na hora de prestar atenção em quem realmente importa: você

Faça algo que considera vergonha alheia.

Você tem uma peça de roupa que está fora de moda, mas que ama muito? Experimente usar. E veja que, quando passar por você, a maioria das pessoas nem vai notar. Talvez algumas reparem, façam uma cara de “que bizarrice”. Mas mesmo essas vão simplesmente passar por você. Em cinco minutos, nem vão lembrar que encontraram alguém usando polainas – ou Crocs, ou cabelo colorido, ou make pesado para ir à padaria… Encontre esses filtros internos e quebre-os um a um. Esmague-os. Vandalize mesmo!

Diga a verdade.

Você deve, sim, apontar a besteira quando vir uma – a internet é um prato cheio para treinar essa habilidade; aposto que na sua linha do tempo mesmo tem muuuita gente que merece um puxão de orelha. Claro, sem grosseria. Também sem julgar atitude alheia; a ideia é que isso justamente acabe. E sem tentar ler a mente dos outros e inventar coisas “nas entrelinhas”: dizer a verdade também significa ser capaz de ver a verdade.

Recuse os limites.

Aqueles que são impostos a você. Não aceite escolhas falsas: se você está balançando entre duas opções para encontrar a menos pior, procure, sim, a terceira. Afinal, acredite ou não, sempre existe outra saída – que vai ser mais arriscada, mas com mais chances de fazê-la feliz.

Comece a vida nova.

Há um mundo totalmente inédito para você explorar. Aquele em que é livre para fazer o que quiser (desde que não machuque ninguém). Você vai descobrir que quase todo mundo é capaz de entender as coisas estranhas que você faz. E mais: que são justamente elas que tornam você mais interessante. Então tente, vista, diga o que tiver vontade. O que os outros vão pensar ou dizer? Sinceramente? F*#@-se!

Tenha um mentor.

Um profissional mais experiente, que pode ser um chefe (mas nunca o direto) ou outro executivo com cargo mais alto do que o seu, vai ensiná-la muito e pode abrir portas profissionais no futuro.

FONTEM de Mulher
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