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Nós, seres humanos, somos frutos de constantes transformações vindas de um verbo chamado viver, onde tudo se inicia. Muda-se a pele, os dentes, os cabelos, a voz, as formas do corpo mas as maiores transformações acontecem dentro. Muda-se de pensamento, de raciocínio, de sentimento, de ideologia, de vida. Somos movidos por vontades e por uma inconstância no que desejamos, mudamos não pelo acaso ou por que queremos mudar mas porque fomos feitos assim, com substâncias que vivem em constante ebulição e nos fazem metamorfoses ambulantes.
Lagarta, casulo, borboleta, processo de transformação parecido como o nosso, onde acontecem as modificações naturais, que tomam proporções de casulo, abrigo onde a lagarta viverá por volta de um ano até que esteja apta a voar e tenha forma de borboleta. Lá dentro elas mudam os tecidos do corpo, saem do seu lugar seguro e partem para o inesperado, para o que nunca imaginaram viver mas é um risco que se permitem, é uma aventura que precisa acontecer para que se mantenham vivas, apesar da inseguraça, medo e apreensão que talvez as penetre.
Assim somos nós quando estamos em nosso casulo pensamos nos perigos de fora, que de fato são muitos, mas o pior deles é morrermos enclausurados no mundo que tecemos. Por mais que não duremos um dia fora do casulo devemos amar a liberdade mais do que os acidentes que possam vir e voar em direção a tudo que nos amedronta sendo assim desbravadores de nós mesmos e do mundo em busca do que determina nossa essência. Sair do casulo é fortalecer as asas para quando te roubarem o chão você possa abri-las e voar. A gente só aprende a viver vivendo, só perde o medo arriscando, só aprende a voar se jogando, só dá valor as vitórias provando do amargo de algumas derrotas. Mexendo com as estruturas expandimos horizontes.
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