Regras não escritas dos relacionamentos

Se você já foi vidraça, não seja pedra

Essa vale pra vida.

Se furaram contigo, não fure com alguém.
Se foram possessivos com você, não seja com o outro.
Se não cuidaram bem de você, cuide muito bem de quem vem à seguir.
Se te magoaram, faça outro feliz.

Se fizeram qualquer coisa de mal pra você, não faça de volta à quem está contigo.
Do contrário, seja a melhor pessoa possível em troca.
O errado se combate fazendo o certo, e não devolvendo o errado.

 

Ter razão ou ser feliz?

Algumas pessoas veem a relação como se fosse uma constante luta de poder.
Como se fosse uma disputa, onde no final quem tem razão é o vencedor.

Numa discussão nunca há vencedores. Nunca!
Danem-se todos os seus argumentos infalíveis e toda sua capacidade de síntese, eloquência e entonação, no final alguém sempre vai acabar triste.
E esse alguém pode ser até mesmo você, que “venceu” a discussão.
Olha o clima de merda que ficou entre vocês agora…

Mais vale ter uma relação onde vocês conseguem conversar os problemas de maneira aberta e compreensível, e não uma relação onde a tensão é tão grande que você precisa ficar pisando em ovos e medindo cada coisa que vai falar/fazer, por medo de tudo explodir e gerar discussões.

 

Alguém tem que ceder

Eu não tenho o menor interesse em 50 Tons de Cinza ou Caminhos da Floresta (Into the Woods), mas quando precisou eu acompanhei e fui lá assistir.
Assim como já fiz ouvirem aquele instrumental underground de rap baseado em jazz produzido por um cara japonês.

Relacionamento é saber ceder constantemente.

O filme escolhido.
O restaurante. O lado da cama.
O programa de domingo. A música no carro.
Seu tempo. Seu hobby.
A discussão. Estar certo. Ter razão.

E tem que ter um equilíbrio aí.
Um não pode ceder mais que o outro.

Mas não é pra ser um martírio. Nem de longe isso deveria ser um sacrifício.
Se ceder e tiver que fazer algo que foge do seu gosto ou da sua “zona de conforto” é uma tortura, você tem que rever algumas coisas.
Porque se for pra ceder, que seja pra ser feito sem cara amarrada depois.
Quando você tem que ceder e até gosta porque sabe que o outro ficará feliz com isso, tudo vale a pena.

 

“Tudo bem, faz o que você quiser…”

Mentira! Não está “tudo bem”!
Nunca está tudo bem quando isso é dito.
Aborte qualquer ação que seria tomada.
De preferência, já pede desculpas por antecipação.
Você certamente fez cagada.

Essa não é uma frase que é solta por acaso.
Ela nunca é usada no começo, é sempre no final, pra fechar (ameaçar).
Percebeu que a pessoa sempre respira fundo, com os olhos fechados, antes de falar essa frase?
Ela é sempre invocada, quase como uma maldição sendo jogada.

Me faltam palavras pra descrever o quanto essa é uma situação ruim.
Apenas… evite!

 

Regra de 3: 3 dias, 3 meses, 3 anos

Essa é uma teoria completamente infundada, assim como tudo que escrevo.
E óbvio que há exceções. Essa é uma regra inventada, afinal.
E nela está escrito que:
Em 3 dias você sabe se alguém está afim.
Em 3 meses se aquilo vai vingar.
Em 3 anos se aquilo vai durar.

No momento que se conhece (e se interessa) por alguém, os primeiros 3 dias definem se ali dá pra rolar alguma coisa ou não.
Se por algum motivo vocês não puderam ter contato nesses 3 dias, desconsidere a regra.
Mas se o contato era possível e ele não aconteceu (por falta de vontade de alguma das partes), desconsidere rolar algo. Pelo menos não por agora.

3 meses ficando com alguém é tempo mais que suficiente pra saber se você quer ou não assumir um relacionamento sério com aquela pessoa.
Dá tempo suficiente pra conhecer alguém. Qualidades, defeitos, amizades, manias e, de repente, família. Então não tem desculpa.
Qualquer coisa além disso é porque alguém aí está sendo enrolado, admitindo ou não.

Eu preciso mesmo explicar a última parte da regra de 3?
Se em 3 anos de relacionamento você ainda tem dúvida se quer ou não estar com aquela pessoa… péssima notícia.
Spoiler alert: você não está bem na relação.

 

A mulher sempre tem a palavra final

Isso soa sexista, e é.
Vivemos numa sociedade bastante machista, infelizmente, mas temos que admitir que, felizmente, a mulher é quem dá a palavra final, em tudo.
Sim. Em tudo.

É ela quem aprova você ir jogar futebol com os amigos.
É quem censura aquela bermuda que você já usou 200x com ela.
É quem permitiu você se aproximar.
É quem aceitou sair contigo.
É quem aceitou sua proposta de namoro.

Mudando um pouco o parâmetro, pode ter certeza que quem dá a palavra final na sua casa é a sua mãe.
Ela que coloca a família no eixo e que sustenta toda a carga emocional ali.
A matriarca da família é sempre uma figura venerada.

Se até o rei Leônidas pedia permissão pra rainha, quem é você pra dizer que elas não têm a palavra final?

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Esse texto foi feito baseado no meu ponto de vista superficial sobre o tema.
Dava até pra cada tópico ter seu próprio texto.

E você, qual outra regra adicionaria?

Fonte: Hudson Baroni

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