Quem não sabe o que quer da vida, acaba atraindo qualquer coisa

Alá a Rafaela, que moça bonita, tá sem namorado há um tempão. Que será que acontece com essa coisinha, heim? A mãe diz que ela é exigente e a tia emenda “quem muito escolhe, sai escolhida”. Será que a Rafaela quer namorar? Ela diz que não, que quer curtir a vida, mas a amiga fofoca que ela tem é medo de confessar em voz alta, que ela guarda: a Rafaela quer ter um namorado.

Mas essa Rafaela! Como vai ter um amor se não sabe o que quer da vida dela? Se ela deixa o pai decidir o carro que vai comprar, a mãe escolher o presente do sobrinho, as amigas definirem seus gostos musicais, como vai a Rafaela ter certeza se gosta de Torrone ou de séries policiais.

O mesmo na hora de conhecer um namorado. Quando o rapaz perguntar se ela prefere Beatles ou Stones, talvez ela cuspa a última coisa que ouviu pra ter uma resposta, mas sem de fato concordar com si mesma. E, sabe, Rafaela? Você pode responder que não faz a menor ideia, porque as duas bandas são demais.

Esquece, Rafaela, do que você não quer. Tira isso do seu estômago. O pensamento deixa a palavra no chinelo. Pensa no cara divertido. No cara baixinho. Naquele que anda de bike todo domingo de manhã com você. Pensa no cara gentil, que te liga pra fazer uma bobagem fofa: dar boa noite. Pensa, aê, Rafaela. Mas pensa também no que você tem pra oferecer.

Pensa com um sorriso (ou dois, como escreveu o Fred), porque não tem nada mais doce e ímã do que um sorriso. Reflete: quanto menos souber de si mesma, qualquer coisa vai servir. Tira uma tarde, escreve no papel, no celular e viaja nas suas qualidades. Os seus amigos falam da sua energia e do quanto você entende de história antiga. A vida passa, Rafaela, quanto mais cedo você aprender quem tá aí dentro, mais vida sem medo pra você curtir.

 

FONTEMe Apaixonei
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