Prazer, eu!

Eu sou tudo o que leio, o que escuto, o que visto. Eu sou filmes de comédia e romance. Eu sou o que eu como, o que eu faço.
Eu sou dessas que ainda pede benção para os mais velhos da família. Sou dessas que não arrumam o quarto quando acorda (porque mais tarde eu vou dormir de novo, então não faz sentido ter que arrumar a cama). Sou dessas que guardo foto 3/4 de pessoas queridas na carteira. Que faz de todo drama uma grande piada. E de toda situação ruim, uma risada. Sou dessas que não leva a vida muito a sério.
Sou dessas que quando adolescente detestava gente apaixonada – até se apaixonar de verdade. Sou dessas que não recusa uma balada, mas também não dispensa um cineminha. Sou dessas que amam os animais, mas tem medo de abelha. Que anda no salto alto, mas com um all star dentro da bolsa. Sou dessas que reclamam que está gorda, prometem um regime na segunda-feira e já faz anos que essa segunda não chega.
 Sou dessas com frescuras, chatices e manias. Sou dessas amigas horríveis que somem, não aparece, não liga e reaparece de repente. Sou dessas que fala de sexo sem vergonha na cara, mas que fica extremamente vermelha quando é elogiada. Sou dessas intensas que sentem e vivem na extremidade do que deve ser sentido e vivido. Se é pra sofrer, que seja com direito a música brega, com filmes que eu assistia na época do colégio acompanhados com chocolate e textos que ajudam mais na foça. E se for pra ser feliz, que seja com o direito de gritar, de sentir o coração acelerado, de rir feito boba, de ser exagerada e de querer sempre mais.
Sou dessas que ri de qualquer coisa e que chora por qualquer coisa também. Sou de desejos de bom dia, boa tarde e boa noite. De dizer sim, querendo dizer não. De coração. De alma. De corpo inteiro. De confiar em pessoas logo de cara. De músicas pela metade. De verdades inteiras e mentiras engasgadas. De fingir que não ouviu, de deixar pra lá, de voltar pro mesmo assunto. De querer conhecer mais gente nova o tempo todo. Sou dessas românticas enrustidas, de mãos dadas no cinema, de abraços, de beijos demorados.
Sou de preguiça no domingo e de mais preguiça na segunda. Sou de constantes sentimentos. Sou de falar que perdoou, mas não esqueceu. De dormir com o celular por perto. De fazer charme quando quer alguma coisa. De ser direta e sincera. De ter coragem de dizer que ama sem morder a língua e de ter medo de dormir no escuro. Sou dessas que não gostam do inverno, mas ama tomar banho de chuva.
Sou mais do que um dia pensei que seria. Sou mais forte do que pensava. Sou de bochechas rosadas. De olhos que mudam a cor. De falar sozinha. De lápis no olho. De piadas sem graça. De ser meiga na TPM e ser ogra nos outros dias. Sou dessas que se aventuram em seus próprios devaneios, de batom borrado, de choro preso na garganta. De acreditar, de amar, de se entregar.
Sou muito mais que um texto pode descrever.
Prazer!
TEXTO DEAna da Mata
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