Positividade é o que eu desejo a você

Eu que nunca fui de cumprir promessas de ano novo, resolvi fazer diferente. Eu não gostava muito de fazer listinha para o próximo ano, de pensar em mil coisas que eu gostaria de realizar, ora porque eu desistia, ora porque no meio do ano aquilo já não fazia mais sentido e  ora porque eu até esquecia.

Foi no meio de um gole da champagne e os fogos de artificio no céu que eu parei e refleti. Vou mudar. Por mim. Eu mereço. Por todos que me cercam. Eles merecem. Vou parar de julgar. Vou me empenhar para ser agradável. A dizer palavras doces. A abraçar mais, entender mais, estar mais presente. E, em vez de pensar que algo não dará certo, vou pensar ao contrário. Sempre. Vai dar certo. Já deu certo. E, se não der, tirarei algo de bom disso.

Não foi fácil. Logo no primeiro dia do ano já me vi nervosa por meu celular não funcionar, minha mãe me irritou, o calor não tava dando. Respirei. Minhas metas de ano novo são simples, pensei. Não é possível que eu não consiga realizar algo tão simples.

Ser feliz é um exercício. Posso até ter me tornado uma pessoa pegajosa demais, efusiva demais ou sorridente demais. Mas eu me sinto bem melhor agora sendo esse alguém  que enxerga o copo meio cheio. Nunca meio vazio.

Pra estar bem você não precisa ler O Segredo. Não precisa se entupir de Augusto Cury ou ler algum best seller de auto-ajuda escrito por uma blogueira famosa qualquer. Você só precisa focar.

Eu terminei 2014 com um puta bode da vida. E comecei 2015 com um emprego que me faz feliz, entrei na academia, segui a dieta da nutricionista, encontrei meus amigos no fim de semana, cuidei da minha família. Sorri para as pessoas que me olharam com ódio. Me afastei daquelas coisas que me traziam energias que não eram propriamente minhas, como a igreja que eu não acreditava ou a amiga que só criticava.

E foi quando eu percebi o quanto as pessoas são as maiores responsáveis por nos colocar para baixo. Uma palavra. Um sorriso irônico. Uma mensagem mal interpretada. O negativismo é contagioso! E, quando me abri para o mundo, me senti como uma esponja sugando todo aquele peso gordo que alguém depositou diretamente na terra. E essa foi a minha missão. “Amigo, me dá seu peso, eu aguento. Mas fique leve. Respire. Fique leve”. Trouxe boa parte de gente pro meu time das pessoas positivas.

Claro que não estou vivendo no Pais das Maravilhas, mas o combinado que eu fiz comigo mesma, enquanto as luzes explodiam nos meus olhos naquela noite, eu cumpri. Prometi a mim mesma que assim que um pensamento ruim viesse em minha cabeça, eu o substituiria imediatamente por outra coisa, um pensamento do bem. E tudo fez sentido.

Sabe por que? Por que eu aprendi a graça de agradecer. No meio de toda essa mudança nos meus dias, eu ainda tinha a minha família, uma cama pra dormir, um bom salário, um amor ou até algo para esperar. Agradecer é como uma injeção de bom humor. Fácil, rápido. Você não precisa nada além do que tem. E, quando precisar, isso virá até você.

Hoje, faltando apenas uma semana pra 2015 acabar, eu posso bater no peito e dizer. Minha vida mudou. Meu olhar mudou. Isso tudo aqui que carrego comigo dentro do peito, está diferente. A gente não precisa de muito pra ser feliz, pra ser legal, pra ser leve. Basta estarmos em sintonia com uma coisinha muito importante: nós mesmos. Assim, o mundo vai girando conforme nossa ordem.

2015 avassalou o mundo. Foram tantas mortes, tantas perdas, tanto sofrimento, que obviamente, era impossível não sentir tudo isso. Avassalou. Então, vamos propor um desafio, que as meninas do Sem Câo fizeram a elas mesmas. Faça uma lista de 15 pontos positivos que o ano lhe trouxe. Achou difícil? Pense. Pense mais. Capte no fundo de você todas as gargalhadas dadas, todos os momentos de reflexões, todas as pessoas que você fez ganhar o dia. Depois disso, agradeça a Deus, ao universo, aos seus amigos ou seja lá qual for sua crença. Se a gente não pode fazer muito pelo mundo, pelo menos, podemos fazer por nós. E, acredite, isso já faz uma grandessíssima diferença para quem nos cerca.

FONTESem Caô
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