Pelo direito de ser louco

E aí que você é chamado de louco por acordar as 5 da manhã para ir surfar. Por ir conhecer outro país sozinho. Por se aventurar em uma trilha selvagem. Por pular daquela pedra direto no mar. Por ir trabalhar logo após a balada. Por vender seu carro para realizar seu sonho de dar a volta no mundo. Por sorrir para tudo e todos. Por querer ser feliz acima de tudo. Por querer curtir a vida mesmo com tantos problemas. Por… Por… Por…

Ser louco é…

Somos todos livres para decidirmos se iremos seguir o que a sociedade dita ser o comportamento correto, dentro das regras, normal; ou se iremos fugir dos padrões seguir o que acreditamos e o que realmente somos. Podemos nos tornar crianças, pular, fazer careta, rir simplesmente porque é gostoso quando estamos sozinhos. Mas se de repente alguém aparece por perto, logo mudamos para um comportamento normal, aceitável, como se nada tivesse acontecido.

Ou podemos ser um louco que caminha na contramão da multidão, que se destaca pelo seu jeito de se vestir e até mesmo de levar a vida. Que não está apressado para chegar em casa ou seja lá qual for o seu destino. Que troca o ar condicionado e os vidros fechados pelo vento na cara enquanto anda de skate ou bicicleta no meio das filas intermináveis de automóveis. Que sabe que o bem mais precioso da vida é o tempo e não o dinheiro, como muitos acreditam ser. Que assim como todo mundo: sonha, mas é louco o suficiente para abrir mão de noites de sono e de uma vida estável para realizar estes sonhos.

Em um mundo em que a opinião de quem ta ao seu lado dita o comportamento da maioria, ser louco é ser original. É ousar-se, aventurar-se, desafiar-se e ter alguma experiência nova todo dia. É ser viciado pelo frio na barriga de adrenalina e pelo desconhecido. É ter coragem de ter e, principalmente, expor sua própria opinião e ver as coisas de um jeito diferente. Mesmo que para isso seja encarado como desajustado, rebelde ou louco mesmo. É como descreveu Jack Kerouac, “Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas…”

Ser louco não é fácil, mas é muito bom. Aqueles que já arriscaram não se arrependem, pelo contrário, dizem que vale e muito. Eu concordo.

E aí você é chamado de louco simplesmente por ser mesmo louco.

FONTEVida Outside
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