Pela última vez

“Nós nunca sabemos quando é a última vez que algo vai acontecer” deveria ser o lema de como devemos agir enquanto ainda há tempo por aqui. Todos sabemos que tudo aquilo que é bom dura pouco e, mesmo assim, seguimos arriscando na rotina, sem achar que as coisas podem terminar, presos no dia a dia, como os pássaros que achamos lindos em suas gaiolas. Somos presos em um mundo que achamos seguros, quando arriscar é, realmente, o que pode nos livrar de toda a insegurança que sentimos, viver cada momento com a maior intensidade possível, é o que nos tira sorrisos em um dia de escritório, o que nos faz gargalhar nas filas do banco e quem sabe, parecer um louco, no meio da multidão

O nosso tempo de viagem no planeta Terra é curto, não devemos desperdiçar nenhum minuto desses que temos aqui. Ame enquanto há tempo, arrisque, petisque, experimente, não desista, aprenda, erre, tire proveito do erro, se torne alguém capaz de ensinar algo, de mostrar que o seu legado aqui, vai ser para ficar. Morrer a gente só morre de corpo, continuaremos sempre vivos na mente daqueles que um dia nos amaram.

Com intensidade em cada coisa que fizermos, com força em cada abraço, com um pouco mais de tempo sem abrir os olhos durante um beijo ou quem sabe com cada novo arrepio que as pessoas podem nos proporcionar. Dessa caixa de surpresas que insistimos em chamar de vida, uma delas pode nos tirar daqui. O mundo é de quem tenta e não de quem só pensa. Um abraço nos seus pais, cócegas na sua irmã, um beijo demorado no seu parceiro. Corra com o seu cachorro, elogie o seu colega de trabalho, se desculpe por ter errado. Vai, por favor, esquente a sua vida, deixe de lado tudo isso que gera a sua frigidez, nós dois nunca sabemos quando vai ser a última vez!

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Escrito por Bryan Gabriel, colunista do Sábias Palavras

Escritores3-01

FONTESábias Palavras
TEXTO DEBryan Gabriel
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