Oi sumida, tudo bem?

ai chegando perto do fim de semana.
Tarde de sexta, seu telefone ali do lado.
De repente uma mensagem: E aí, sumida! Qt tempo! Td bem?
Você pensa “eu não tô sumida, sempre estive aqui”.
Você responde desconfiada, curiosa pra saber do que se trata.
Você já sabe do que se trata mas finge que não.
Ele volta: Tava pensando em vc. Saudades! Vamos marcar algo!
Você 1) larga o telefone e volta a ver vídeos de gatinhos ou da Inês Brasil.
Ou 2) leva aquilo adiante, faz ele achar que é sedutor, mas na verdade você só quer que ele compre uma pizza. E talvez transe depois. Talvez. Se não tiver nada melhor pra fazer.

Essa situação não é exclusividade sua.
Acontece com você, suas amigas e com homens também (acredite).
Isso é uma anomalia: pessoas que somem e ressurgem quando é conveniente.

Todo mundo já passou por isso.
E em algum momento a gente acaba fazendo isso também.

Quando alguém que eu saí ou tenho relativo contato some, eu prefiro pensar que ela morreu.
Ou que perdeu a voz (e os dedos). Ou que sofreu amnésia. Ou que tava em coma.
Penso em qualquer justificativa ridícula que possa ter levado ao sumiço.
E realmente não me importo.
Sério.
Cada com seus motivos, afinal.
Mas apago aquele contato do minha agenda mental.

Quando alguém reaparece depois de muito tempo costuma ser por um dos dois motivos:
– Ele quer um favor.
– Ele quer seu corpo.
E às vezes pode ser os dois!
Mas note que seja qual for a opção, você será usado.

Nada contra quem some, de verdade.
E nada contra quem aceita o sumiço também.

Se você acha ok aceitar o chamado de quem some e reaparece quando quer, tudo bem.
Se isso realmente não te incomoda, ótimo.
Você é crescida e deve saber o que faz.
Mas acho que você não precisa se colocar à disposição de alguém.
E só ter aquele alguém quando ele decidir que você pode ter.
Porque, convenhamos, ceder à quem vive sumindo e reaparecendo é isso.
No final você não tem nada.
Senta aí e espera o dia que ele quiser te ver de novo.

Quem some deve ter seus motivos (bons ou ruins).
Talvez seja um modo de defesa pra não se apegar.
Talvez seja a quantidade de opções disponíveis.
Talvez seja lerdeza também.
Tanto faz, na verdade.
Não tem nada de errado nisso, contanto que você seja sincero.

O ponto é ser sincero quanto suas intenções.
Se for pra ver quando der vontade, diga.
Se for pra não ter nada sério, diga.
Se for só sexo, diga.

Sinceridade liberta.
Sinceridade abre oportunidades.
Sinceridade faz com que ninguém crie expectativas erradas.

Assim aquela sua mensagem “oi sumida!” vai deixar de ser ignorada por alguém revirando os olhos.
E pode passar a ser motivo de empolgação de quem tá feliz por ter recebido.

FONTEDeu Ruim
TEXTO DEHudson Baroni
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