O primeiro homem que ela amou

De tantos momentos na vida e tantas coisas que acontecem por aí, um dia ela esbarrou em alguém, nas festas por aí e encontrou aquele, o cara, o melhor de tudo, o primeiro homem que ela amou.

O primeiro homem que ela amou foi seu parceiro, em todos os lugares, gostava das mesmas cervejas e dos mesmos lugares, torcia para o mesmo time e ainda fazia companhia no estádio, ia embora no domingo a noite e, quando virava as costas, já deixava saudades. Fazia de tudo por ela e era realmente, a melhor coisa que aconteceu naquela vida.

Ele era o primeiro, te juro. Ela teve paixões antes, beijou outras bocas e ficou do lado de outras pessoas, mas amor de verdade, ela só havia encontrado ali, no calor daquele abraço, no desejo daquele beijo, na vontade que os dois demonstravam no quarto. Era ali, era ele, era o que ela sempre sonhou sobre vida a dois e nada a deixava mais feliz do que isso.

O primeiro homem que ela amou foi tudo o que ela sempre quis, foi tudo o que os seus pais sempre quiseram e todos que passavam pelos dois na rua, sabiam que os dois dariam certo para o resto da vida, mas teve um problema: Não deu. Hoje, ela afoga ele por aí, uma dose de tequila nos finais de semana, uma cerveja na ida sozinha ao estádio até naquele copo de água que ela bebe na madrugada, quando não tem mais ninguém para chegar pelas suas costas, abraçar ela e dizer:

– Está com problema pra dormir, amor?

O primeiro homem que ela amou, hoje tira o sono daquele que já foi o coração com a maior paz da cidade, do cérebro que não sabia mais pensar em algo que não fosse eles dois. O primeiro homem que ela amou, na cabeça dela, também seria o último.

E foi.

Escrito por Bryan Gabriel, colunista do Sábias Palavras.Escritores3-01-01

FONTESábias Palavras
TEXTO DEBryan Gabriel
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