O preço que paguei por querer amar demais

Sonhei, pra caralho mesmo. Me perdi por cada labirinto do meu pensamento com a esquina da reflexão. Confundi aquele seu sorriso com um convite pra ver o que eu já sabia, nós dois bêbados rindo e sendo sujeitos ao destino do acaso. Paguei caro, mas quis apenas que fôssemos passado, presente e futuro de sonhos realizados.

Te vi vibrando, alimentando cada lacuna do teu sonho de ser plena ao buscar apenas alguns motivos para comemorar. Mas te vi mal também, com as dúvidas latentes abrindo espaço para desafios pequenos, mas significativos, incertos, mas completos na busca pela experiência de vivenciar.

O teu gingado de mulher sem meias verdades que casou razão e emoção toda vez que vestiu a armadura da coragem com a centelha da liberdade. Mas brincou ao responder se o coração já tem dono ao ser denunciada através da respiração paralisada ao lembrar do nosso simples passado.

Me perguntaram porquê sorrio quando tocam no teu nome. Não é riso de sarcasmo e nem saudade, são resquícios da nossa história sem promessas, dizeres ou música nossa. Também não era riso que precede o choro, ou o desespero ao saber que não sou o dono mais do seu tempero que misturava caos e harmonia de ideais inconstantes.

Então respondo que de longe te vejo, que aqui perto não habita mais o desejo. Que em ti, sussurro palavras que não permitem o fim, apenas o que se transformou o que habita em ti e em mim. Sobre o preço que paguei por querer amar demais e descobrir em nós a mais verdadeira tradução daquilo que nunca se desfaz: o infinito e após, nas palavras que sobressaem o pensamento em flerte com o sentimento.

FONTEAmor Ano Zero
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