O mais bonito das histórias de amor é que elas nunca são iguais

Por: Rebeca Bedone
Publicado originalmente da Revista Bula.

Há quem ache a sua pessoa amada para toda vida já no primeiro namoro, enquanto tem aqueles que percorrem quase uma vida inteira até encontrar alguém para amar. Há quem ame o hoje para sempre, e também tem os que se permitem amar um dia de cada vez. Não há regras. Ama quem pode, ama quem quer. Seja de amores passageiros ou eternos, o que é preciso é ter sorte e vontade. E coragem também.

Mas tem gente que deixa o amor passar, algumas vezes até mesmo sem perceber. Acontece bem naqueles momentos em que a vida nos pede um tempo. O tempo para cuidar de feridas e de nós mesmos. O tempo de o barco singrar mares salgados e você sangrar as suas dores.

É por isso que histórias de amor nunca são iguais. Outro dia me perguntaram: “Há tanta gente que parece compartilhar do mesmo sentimento de querer encontrar alguém. Então, por que é tão difícil? Ou de tão fácil é só a gente que não consegue?”. Não sei responder se é fácil ou difícil. Mas acredito que cada pessoa tenha um caminho a percorrer, com um tempo necessário para ser sozinho e outro para estar junto de alguém.

Acontece que aqueles sozinhos que desejam ser par se tornam um barquinho que se perde no azul do amar. Ele espera o vento que sopra suas águas no além-mar, aquele que ora é tempestade, ora é calmaria, e é o que é. Mas o barquinho já não sabe pra onde deve navegar.

Porque há o medo de se entregar. Deixar a alma exposta e o coração aberto, indefesos a qualquer tormenta de sentimentos, torna a pessoa um muro de receios. Os sentimentos novos, e os velhos também, não conseguem adentrar a pessoa que amedronta sua vontade de amar.

Eu sei como é isso. Disso eu posso falar: no silêncio distante do tempo, por enquanto, viajamos em segredo. Percorremos águas azuis de sonho, poesia e encanto. Porque cada história de amor tem a sua própria melodia. O seu próprio ritmo e a sua exclusividade. Não teria graça se todos os romances fossem iguais.

Aqui, nessa história de espera e música e versos soltos, escute a alvorada dos sinos de amor. Sim, o vazio terrifica se desistimos de amar. Então siga as ondas que os olhos pintaram, e grite ao silêncio d’onde sonha o mar.

Não tenha medo de abrir o seu olhar. Observe quem está ao seu redor, aquele que está perto e distante ao mesmo tempo.

Houve uma época em que era incompreensível esperar. Mas, agora, a espera se tornou algo maior que a simples vontade de ter alguém. Mais profunda que pintar o gosto de um beijo e segurar a mão pelas calçadas, a espera é fazer de sua vontade a sua própria história de amor.

Assim, deixo o sentimento crescer em palavras. Sinto o vento que traz ondas doces à minha praia. E sorrio com o coração enquanto espero alguém me encontrar!

COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS