O lado sapo e o lado príncipe de todo homem

Eu sou daqueles que acreditam que todos os homens possuem dentro de si um lado Sapo e um lado Príncipe. É claro que toda a categoria cai no clichê proclamado pelas mulheres de que “todo homem é filha da puta”, mas é injusto fazer essa afirmação. Toda generalização é meio burra, mesmo que carregue seu fundo de verdade.

Se você argumentar que nenhum deles é perfeito, serei o primeiro a gritar em apoio. Somos todos falhos (a humanidade em si), mas também somos bem capazes de acertar – ao ponto de subirmos no conceito e na famigerada regra de “ganhar pontos” com quem queremos.

O problema é que muitos homens “relaxam”. Eles valorizam a conquista, mas depois torcem o nariz para aquilo de reconquistar a mesma mulher. É uma delícia, sim, conhecer novas pessoas e entrar em novos mundos. Faz bem ao ego de qualquer homem a conquista, mas a linha é bem tênue entre fazer disso uma etapa para colocar alguém novo em sua vida e a babaquice de querer ganhar uma por noite.

Pergunte a qualquer cara o que é mais difícil: encontrar várias e fazê-las criar um certo interesse ou manter apenas uma interessada? Fazer só uma pessoa feliz e com vontade de viver planos e experiências é mil vezes mais complicado. Na superficialidade das relações de uma noite não é possível entender a complexidade e profundidade de entrar na vida de alguém e participar, efetivamente, de toda a sua rotina.

É importante saber ser sozinho, claro. É preciso entender que somos partes únicas antes de nos juntarmos com alguém. Há quem defenda a teoria de que é necessário um tempo solteiro para curtir e não ter vontade de viver algo depois estando com alguém. Entretanto, quando se acha alguém que vale a pena, qualquer mudança é perceptível. Em qualquer cara.

Não existe receita de bolo para as relações, mas tudo pode ser resumido num único aspecto: vontade. Quando se quer fazer, acontecer, mudar, realizar, nada impede. É preciso querer. Ou, numa forma mais romântica e poetizada, já dizia Vinícius que “é preciso paixão”.

 

Fonte: Gustavo Lacombe

COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS