O erro pode ser um aliado, que induz você ao sucesso

Se tem dificuldade em admitir que está equivocada, saiba: entender o que a levou à falha é uma maneira de conhecer melhor a si mesma e de buscar evolução.

É difícil aceitar que a gente falhou. Um misto de culpa, angústia, baixa autoestima, insegurança e medo surge como forma de punição. Depois, evitamos correr riscos para não fracassar novamente. Mas quem não arrisca não petisca! Errar no trabalho, nos relacionamentos ou com os filhos, por exemplo, tomando consciência do engano, faz parte do crescimento pessoal e do sucesso. Pensar em como a situação poderia ter sido diferente e seguir em frente, partindo para outras soluções, traz confiança, coragem e oportunidades. “O ideal é não ficar lamentando. No primeiro momento pode parecer cômodo, mas a médio ou longo prazo não vai além da estagnação e apatia”, diz a escritora americana Alina Tugend no livro Sem Medo de Errar. Não, não é fácil, mas você pode aprender com os equívocos e entender como eles a levarão ao sucesso.  

 

ENFRENTE OS OBSTÁCULOS

Para superar os erros, esteja disposta a admiti-los, a receber críticas, a confiar em si e em quem está dando o feedback. “A pessoa deve aceitar esse retorno como algo benéfico. Se enxergá-lo como ameaça, não mudará as atitudes”, explica Jorge Matos, presidente da consultoria Etalent (RJ). O problema é que alguns de nós não conseguem mudar o rumo, porque já têm hábitos arraigados. Quem fuma, por exemplo, sente apenas o prazer do cigarro e não é capaz de admitir que o vício faz mal. Vê o abandono apenas como algo penoso. Para Jorge Matos, só nos transformamos quando a situação causa um desconforto muito grande, como dor, angústia ou perda. Por isso, é fundamental enxergar os benefícios da mudança de curso e, assim, caminhar para o acerto e o sucesso. Vamos lá, aprenda a ver o lado positivo do erro e torne-se alguém mais produtiva e realizada!

 

QUAIS OS TIPOS DE ERRO

Existem dois: quando erra com a certeza de que está no melhor caminho e quando comete um equívoco inconsciente.

 

O erro “acertado”

Você acredita que realizou uma tarefa da melhor maneira possível até alguém dizer que não era bem aquilo e o resultado ficou abaixo do esperado. Pode acontecer por você ter conceitos equivocados, incompetência, falta de cuidado ou de parâmetro.

 

A solução

 Antes de se justificar, avalie se realmente falhou. Procure ter controle racional da situação e pergunte com humildade: onde  errei? Por quê? Preste atenção nos argumentos e analise-os. Se admitir o equívoco, peça desculpas. “Assim, mostra responsabilidade e evita enganos”, afirma Alina Tugend. Agora, se discorda que errou, mostre seu ponto de vista. “Quando fazemos a tarefa na melhor das intenções, sabemos nos justificar”, diz a psicóloga e coach Lizandra Arita (SP).

 

O erro incontrolável

 Acontece ao exprimir uma reação do inconsciente. Exemplo: gritar com o filho. Ao perceber, o estrago foi feito. Você sabe que errou, mas não controlou a raiva. Esse tipo de erro pode ter origem em desequilíbrios psicológicos (“foram perversos comigo, agora sou com os outros”) ou em sentimentos como inveja e ciúme.

 

A solução

Reconheça a causa do erro e deseje mudar. “No caso acima,  perceba o que a incomoda na atitude do filho”, declara Lizandra. Trabalhe para entender de onde vem o impulso e procurar novas atitudes. No próximo episódio, a ação e a reação serão diferentes.

 

ERRANDO QUE SE APRENDE

Sim, se tomarmos consciência do engano cometido, há boas lições que podemos assimilar ao errar:

 

FEEDBACK

O termo em inglês, que significa retorno de informação, é bastante importante. Ele nos faz perceber onde erramos e nos dá a chance de rever as atitudes para obter êxito. O ideal é que os outros apontem os equívocos cometidos de forma construtiva, enfatizando o que você fez (ou tem) de bom e mostrando os caminhos que podem ajudá-la a se aperfeiçoar. “Isso contribui para que a pessoa tenha mais vontade de continuar tentando”, reforça Lizandra.

 

CRESCIMENTO PESSOAL

As falhas devem ser encaradas como grandes oportunidades de aprendizagem. Elas nos dão

a chance de ter uma noção mais realista de desempenho, de avaliar o que funciona ou não e de mudar para não errar novamente. Na grande maioria das vezes, o erro fica gravado na memória como tatuagem na pele e, ao lembrar-se dele, nos tornamos mais atentas.

 

AUTOCONFIANÇA

Ao identificar que errou é natural, no início, sentir-se inferior. Mas ao não desanimar e tentar realizar a questão de forma correta, sua segurança volta ao patamar anterior ou até a um nível superior, já que o sentimento é de superação. Isso ajuda a agir com tranquilidade em uma crise ou na tomada de decisões. Dizer não sei ou não consigo só mina a autoestima, piorando o problema. Com a confiança em baixa, você não se defende nem argumenta, dando a impressão de que pode voltar a cometer os mesmos erros.

 

SUCESSO

 Perseguir o acerto, mesmo que para isso haja alguns (ou muitos!) tropeços pelo caminho, tende a nos levar ao sucesso. Porém, atenção redobrada: não vale encarar a crise com sofrimento. É preciso ter em mente que a vida de todo mundo é feita de ganhos e perdas e a soma dos dois lados é extremamente importante para o nosso crescimento. Falhar trata-se apenas de uma das possíveis consequências do desafio — o erro pode não ocorrer. Errar não significa ser ingênua, mas, sim, ter exercido a coragem de experimentar, de ir além. Veja bem: se o cientista americano Thomas Edison não tivesse insistido mais de mil vezes na criação da lâmpada, não saberíamos o que é a luz elétrica. Ele chegou ao seu objetivo por meio de erros e acertos. Da mesmíssima forma que nós devemos fazer.

 

CONHEÇA O X DESSA QUESTÃO

Quem não admite seus próprios erros e falhas, infelizmente, tende a ficar cada vez mais na defensiva. Ou seja, a criatura vive  sem querer aceitar que cometeu um engano. O resultado disso? O indivíduo, obviamente, torna-se agressivo, pois precisa transferir a responsabilidade para outra direção. Então, coloca sempre a culpa em outras pessoas, na vida ou mesmo nos acontecimentos.

FONTEViva Mais
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